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Tânia Rêgo/Agência Brasil
Petróleo se recupera após forte queda nesta segundda-feira (9) com conflito entre Rússia e Arábia Saudita

Depois das fortes perdas da segunda-feira (9), em que o mercado americano sofreu sua maior queda desde a crise financeira de 2008, enquanto o Ibovespa sofreu seu maior tombo desde 1998, a Bolsa japonesa abriu o pregão desta terça-feira (10) em queda, mas o petróleo ensaiava uma recuperação. Cresce a especulação de mais cortes de juros por parte de bancos centrais e sobre um pacote de estímulo nos Estados Unidos.

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O índice Nikkei abriu em queda de 2,8%, mas pouco depois o recuo era de apenas 0,4%. Na véspera, o índice caiu 5,07%. A Bolsa australiana, porém, abriu em alta de 1,9%, depois de perder 7,3% na segunda-feira. Os futuros do índice S&P 500 subiram cerca de 3% após a queda de quase 8% do indicador na segunda-feira, e os índices de referência subiram em Hong Kong e Xangai. Os futuros europeus subiram mais de 1%. O Japão fechou em alta após cair 4% em um ponto.

Já os preços do petróleo , que na noite de domingo chegaram a cair mais de 30% por causa da disputa entre Rússia e Arábia Saudita, abriram nesta terça-feira em alta. O barril do tipo Brent subia 6,17%, a US$ 36,48, por volta das 23h30m no Brasil. Na segunda, a commodity havia fechado em queda de 24,1%, a US$ 34,36.

O rendimento do título de 10 anos do Tesouro americano estava a 0,68%. Na segunda-feira, atingiu a mínima de 0,318%, um nível inimaginável há apenas uma semana. O rendimento é inversamente proporcional à demanda pelo papel, considerado o mais seguro do mundo. Quando a procura é muito grande, o ganho cai. Na semana passada, o indicador ficou abaixo de 1% pela primeira vez na História.

O ministro de Finanças da Grã-Bretanha deve fazer seu discurso anual sobre Orçamento na quarta-feira, e há rumores sobre medidas de estímulo, em uma ação coordenada com o Banco da Inglaterra (o BC britânico).

Já o Banco Central Europeu (BCE) vai se reunir na quinta-feira. A autoridade monetária, comandada por Christine Lagarde, está sob forte pressão para agir, ainda que a taxa básica de juros já esteja em zero.

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Economistas do banco JPMorgan afirmaram, em relatório, que projetam retração do crescimento global neste semestre. Além disso, eles acreditam que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) cortará os juros a zero em sua reunião de 18 de março, talvez até antes.

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