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Petrobras anunciou acordo com funcionários para encerrar greve

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (4) que aceitou o acordo proposto pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, para pôr fim à greve de petroleiros, que teve duração de 20 dias e foi motivada por demissões anunciadas pela estatal. Os funcionarios confirmaram terem aceitado a proposta.

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O acordo aprovado pela Petrobras prevê pagamento de indenização maior para os demitidos na fábrica de fertilizantes Araucárias Nitrogenados S.A. (Ansa), no Paraná.

Em janeiro, a estatal anunciou que encerraria as atividades da fábrica, gerando demissão de 396 empregados da subsidiária da Petrobras, o que foi o principal motivo da greve dos petroleiros .

Segundo a Petrobras, a Ansa estava gerando prejuízo e, entre janeiro e setembro do ano passado, a conta no vermelho chegou a quase R$ 250 milhões. Para o final de 2020, as previsões indicam que o déficit pode superar R$ 400 milhões. A explicação da estatal é que o resíduo asfáltico, matéria-prima usada na fábric, está mais caro do que os produtos finais, que são amônia e ureia.

Os petroleiros cobravam solução para os 396 demitidos, criticavam o desmonte da empresa e apontavam para o risco de privatização da estatal, mas, no fim, acataram o acordo proposto pelo TST para aumentar a indenização paga.

Confira o acordo aprovado entre Petrobras e funcionários

A fábrica realmente será fechada e as demissões mantidas, mas os trabalhadores demitidos que se comprometerem a não acionar a Justiça poderão receber indenização  que irá de R$ 110 mil a R$ 490 mil. Naturalmente, o valor varia de acordo com o tempo de serviço e o salário dos trabalhadores.

A oferta inicial da empresa, anunciada em janeiro, previa indenização entre R$ 50 mil a R$ 200 mil. Além da indenização maior, os demitidos terão direito a:

  • Manutenção do plano médico e odontológico, benefício farmácia e auxilio educacional por até 24 meses após o desligamento;
  • Assessoria para recolocação profissional; e
  • Indenização de R$ 60 mil a R$ 210 mil para os que não aceitarem abrir mão de questionamento judicial.

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