A Fitch Ratings, agência de classificação de risco, sinalizou que o Brasil só recuperará a nota de crédito que tinha pré-crise no médio e longo prazo
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A Fitch Ratings, agência de classificação de risco, sinalizou que o Brasil só recuperará a nota de crédito que tinha pré-crise no médio e longo prazo

Países com o perfil parecido ao do Brasil levarão de 10 a 11 anos para recuperar o chamado 'grau de investimento', selo de bom pagador dado pelas agências de classificação de risco.

A afirmação foi feita pela diretora-sênior da FitchRatings, Shelly Shetty, durante evento da agência realizado em São Paulo nesta quinta-feira (6).

 Ainda que a média de recuperação da nota seja de 6 anos, isso não é uma regra - afirmou disse Shetty.

Copom reduz juros básicos para 4,25% ao ano, o menor nível da história

Um dia depois do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, baixar a taxa Selic para 4,25%, o menor patamar histórico do país, a diretora da Fitch elogiou os juros baixo, que deverão permanecer por um prazo mais longo, com impacto positivo no crédito, e a posição cambial no Brasil, que tem reservas internacionais de quase R$ 357 bilhões.

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Mas ela lembrou que riscos políticos podem afetar o andamento das reformas este ano.

Peso da dívida pública no PIB recua pela primeira vez desde 2013
Em comunicado divulgado em novembro passado, a Ficth apontou como riscos políticos para as reformas o Congresso fragmentado e instabilidade política do governo de Jair Bolsonaro.

Shetty considerou uma "boa notícia" a queda da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, mas observou que o Brasil ainda deve apresentar déficits primários até 2022, já que apenas a reforma da Previdência não será suficiente para a consolidação fiscal do país.

Em dezembro passado, a Fitch elevou de 2,0% para 2,2% a estimativa de crescimento do país para 2020 e também aumentou --de 0,8% para 1,1%-- a expectativa para 2019. As previsões estão abaixo das médias de 3% e de 3,2%, para 2019 e 2020 respectivamente, de países na faixa de crédito BB.

A Fitch confirmou a nota de crédito do Brasil em novembro passado, "BB-" com perspectiva estável, devido a elevado endividamento do governo, rigidez fiscal e fraco crescimento econômico potencial.

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