Segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central, o endividamento do país fechou 2019 em R$ 5,5 trilhões
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Segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central, o endividamento do país fechou 2019 em R$ 5,5 trilhões

O peso da dívida pública brasileira na economia recuou pela primeira vez desde 2013, na comparação anual. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central, o endividamento do país fechou 2019 em R$ 5,5 trilhões, equivalente a 75,8% do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador é 0,8 ponto percentual menor do que o registrado em 2018.

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No último recuo, a relação entre dívida e PIB havia recuado de 53,7% do PIB, em dezembro de 2012, para 51,5% do PIB, em dezembro de 2013 — uma queda de 2,1 pontos percentuais.

Depois disso, a bola de neve passou a crescer continuamente nos anos seguintes. Do fim de 2014 para o último mês de 2015, o saldo chegou a ser de 9,2 pontos percentuais, para 65,5% do PIB.

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O crescimento da dívida pública coincide com a piora do déficit nas contas públicas. Em crise fiscal, o governo não consegue arrecadar recursos suficientes para bancar as despesas públicas. Com isso, precisa recorrer mais a operações de crédito para se financiar.

O nível de endividamento, como percentual do PIB, é observado de perto pelo mercado financeiro. O indicador sinaliza o nível de solvência de um país, ou seja, mostra a capacidade do governo de honrar seus compromissos com investidores.

A melhora do indicador é considerada uma condição para que o Brasil recupere o chamado grau de investimento, espécie de selo de bom pagador conferido por agências de classificação de risco.

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