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Petrobras reduziu preço da gasolina e do diesel nas refinarias

A Petrobras decidiu reduzir em 4,3% o preço da gasolina e em 4,4% o do diesel em suas refinarias a partir desta quinta-feira (6). Esta é a segunda vez em menos de uma semana que a estatal reajusta para baixo o preço dos combustíveis.

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No último dia 31, a petrolífera reduziu em 3% os preços da gasolina e do diesel em suas refinarias.

A decisão da Petrobras vem em linha com as recentes quedas no valor do petróleo no mercado internacional. Em janeiro deste ano, o barril do óleo tipo Brent acumulou desvalorização de 15%: passando de US$ 68,44 para US$ 58,16.

O recuo no preço da commodity está associado com a redução da demanda chinesa pelo produto. O país asiático enfrenta uma epidemia de coronavírus que já vitimou centenas de pessoas e obrigou o governo prolongar férias e até fechar algumas estradas e distritos.

Nesta quarta, a agência de classificação de risco Moody's publicou um relatório analisando que o preço do petróleo só tende a ser estabilizado à medida em que a doença for controlada.

“O atual surto de coronavírus reduziu a atividade econômica na China, o maior importador de petróleo do mundo. As estimativas da redução de curto prazo na demanda global de petróleo já se mostraram profundas o suficiente para enfraquecer os preços do petróleo nos últimos dias. Embora um choque de demanda de curto prazo na China aumente significativamente a volatilidade do preço do petróleo, é provável que os preços se recuperem assim que a propagação da infecção por coronavírus for contida ”, indicou o relatório da Moody's.

Bolsonaro desafiou governadores a baixar preços

Nesta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro  reaqueceu a discussão com governadores e afirmou nesta quarta-feira (5) que irá zerar o imposto federal sobre combustíveis caso os governadores zerem também o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

"Eu zero o federal se eles zerarem o  ICMS  . Está feito o desafio aqui agora. Eu zero o federal hoje, eles zeram o ICMS", declarou Bolsonaro na manhã desta quarta ao deixar o Palácio da Alvorada.

Inviável, a "troca" foi uma forma de o presidente demonstrar o descontentamento com a reclamação dos chefes dos Executivos estaduais sobre o preço dos combustíveis. O próprio presidente reconheceu saber que os governadores são contra a ideia de mexer no ICMS: "Lógico que são contra. Arrecadação, né?".

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João Doria (PSDB-SP), governador de São Paulo, rebateu e classificou a declaração do presidente como "pouco responsável" e "populista" . "Se o presidente está tão entusiasmado, tão motivado, ele que faça o primeiro gesto. Elimine os impostos sobre os combustíveis e, aí sim, os governadores vão avaliar o tema do ICMS", defendeu o tucano.

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