Tamanho do texto

Pressionado, o dólar comercial subiu nesta terça-feira; Ibovespa recuou 0,56%, operando aos 118.193 pontos

dólar arrow-options
shutterstock
Dólar sobe nesta terça-feira


O dólar comercial voltou a operar pressionado. A moeda americana é negociada com alta de 0,26%, valendo R$ 4,20. No mercado acionário, o Ibovespa (índice de referência da Bolsa de São Paulo ) recua 0,56%, mas opera aos 118.193 pontos.

Os analistas indicam que a alta do dólar contra o real está atrelada à proximidade da reunião do Comitê de Política Monetária ( Copom ), marcada para os dias 4 e 5 de fevereiro. A expectativa é que a autoridade monetária faça mais um corte na taxa básica de juros ( Selic ) do país.

Leia também: Mercado reduz estimativa da inflação para 2020; PIB deve crescer mais

"Vimos alguns dados como vendas do varejo e produção industrial decepcionando as projeções do mercado. Só a prévia do PIB do Banco Central foi mais animadora. Este cenário contribui para aumentar as expectativas de que a Selic passará por um novo corte",  indica Leandro Ortiz, integrante da equipe econômica da Guide Investimentos.

O possível corte na Selic acaba deixando o mercado local menos atraente para os investidores, principalmente em relação ao carry trade . O termo se refere à operação na qual os investidores tomam empréstimos em países com juros baixos para aplicar em títulos públicos de países emergentes, geralmente com juros elevados. Caso os juros brasileiros renovem a mínima histórica, o mercado doméstico fica menos atraente para o investidor.

Leia também: Em Davos, Guedes diz que Brasil abrirá licitações públicas a estrangeiros

Além disso, o mercado monitora a participação do ministro Paulo Guedes no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Alguns analistas de mercado consideram que a declaração de Guedes sobre câmbio, antes de sua participação no evento, também contribuíram para pesar na cotação do dólar contra o real.

Em entrevista ao programa "Poder em Foco" do SBT, o ministro disse que juros baixos e dólar alto são o "novo normal" da economia brasileira . Além disso, ele também destacou que as reformas econômicas serão aprofundadas neste ano.