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Segundo a FGV, índice teve elevação de 3,2 pontos no último mês de 2019; 14 de 19 segmentos industriais pesquisados estão mais confiantes

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Agência Brasil
Confiança do empresário de 14 segmentos industriais cresceu em dezembro de 2019

O índice que mede a confiança dos empresários da indústria aumentou 3,2 pontos em dezembro, avançando para 99,5 pontos. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

Com o resultado, o Índice de Confiança da Indústria chegou ao mesmo nível de julho de 2018 , encerrando o ano com alta acumulada de 3,9 pontos no quarto trimestre.

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 Na escala dos índices de confiança, o patamar dos 100 pontos é considerado neutro. Resultados abaixo desse valor indicam baixa confiança. Valores acima deste patamar apontam uma avaliação otimista por parte dos empresários. A confiança da indústria está mais alta que a do comércio (98,1 pontos) e a dos serviços (96,1).

Situação atual e expectativas

A confiança subiu em 14 dos 19 segmentos industriais pesquisados em dezembro. O resultado favorável decorre da melhora da percepção tanto sobre a situação atual quanto sobre as expectativas.

O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 4,0 pontos, para 99,8 pontos, o maior valor desde maio de 2018 (100,2 pontos). Por sua vez, o Índice de Expectativas (IE) variou 2,4 pontos, alcançando 99,2 pontos, segunda alta consecutiva.

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 Neste mês, todos os indicadores que compõem o índice avançaram. Em relação ao ISA, o indicador que mede a satisfação com a situação atual dos negócios foi o que exerceu maior influência pelo segundo mês consecutivo, aumentando 5,7 pontos para 100,9 pontos, o maior valor desde outubro de 2013 (102,2 pontos).

O percentual de empresas que avaliam a situação atual dos negócios como boa passou de 14,8% para 17,6% do total, enquanto a parcela das que a avaliam como fraca caiu de 20,5% para 14,6%.

 Sobre o IE, o indicador que mede as expectativas do setor em relação ao volume de pessoal ocupado nos próximos três meses foi o que mais contribuiu para a alta do índice, ao passar de 93,8 pontos para 97,2 pontos.

Houve elevação do percentual das empresas prevendo aumento do pessoal ocupado, de 14,0% para 15,4%, e redução da parcela dos que programam diminuição, de 13.8% para 13,5%.

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Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuou 0,2 ponto percentual (p.p.), para 75,1%. Apesar desta ser a segunda queda consecutiva, o NUCI encerra 2019 0,8 p.p. acima do nível de janeiro desse ano (74,3%).