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Projeção sobre o ano de 2019 foi divulgada com exclusividade pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico ao Brasil Econômico

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Foto: Reprodução/Internet
Usar a internet como canal de vendas e relacionamento com os clientes do seu negócio pode ser uma estratégia bastante lucrativa

O e-commerce brasileiro está de vento em popa. Pelo menos é o que mostra a projeção da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). De acordo com o órgão,  o setor deve fechar o ano com o faturamento de R$ 81,3 bilhões, um aumento de 18% em relação à receita obtida em 2018. Atualmente, no País, existem 87 mil lojas virtuais em atividade.

Do total da receita prevista pela ABComm, o segmento de marketplace deverá responder por 35% do movimento. Já a participação das pequenas e médias empresas atingirá 29% do total, segundo a entidade. Mesmo durante o período mais agudo da crise, o setor vem registrando crescimento acima de 10%. Em 2016 foi de 11%; em 2017, 12%; e em 2018, 15%.

O número de lojas virtuais ativas também registrou expansão. Eram 65 mil em 2016, subiu para 71 mil ao final dos 12 meses seguintes e atingiu 78 mil em 2018. 

O presidente da ABComm, Maurício Salvador, diz que as vendas eletrônicas são motor do desenvolvimento. Ele destaca ainda que as lojas virtuais geram 320 mil empregos diretos e quase meio milhão de empregos indiretos. Também ressalta a importância dos dispositivos móveis para o setor.

“Ter mecanismos de venda adaptados aos dispositivos móveis é condição indispensável para se manter no segmento”, afirma Salvador, que ainda relaciona o impulso para as vendas de datas comemorativas como Dia da Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais e Natal, além da Black Friday.

Black Friday

No comércio eletrônico, modalidade na qual a empresa de inteligência de mercado ‘Compre&Confie’ esperava R$ 3,1 bilhões, o movimento consolidado chegou a R$ 3,87 bilhões nos dias 28 e 29 de novembro – valor 30,9% acima do que no mesmo período do ano passado.

Já a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico revela números mais conservadores – R$ 3,5 bilhões –, mas, ainda assim, 20% maior do que em 2018.

Projeção para o Natal

Ainda de acordo com as expectativas da associação, o setor do e-commerce deve faturar cerca de R$ 11,8 bilhões, um crescimento de 20%, em relação ao ano passado.

O ticket médio será de R$ 310 e as categorias de produtos mais procurados são informática, celulares, eletrônicos, moda, acessórios e brinquedos, respectivamente.

Lojas virtuais como Giuliana Flores, maior floricultura da região da Grande São Paulo, pretendem chegar a 30% de crescimento em relação ao ano anterior nesse período.

Dicas na hora da compra

Para que o consumidor não caia em armadilhas no momento de aproveitar as compras no Natal, Bruno Prado, especialista em segurança digital, CEO da UPX, empresa de tecnologia focada em segurança cibernética, listou alguns cuidados que devem ser tomados antes mesmo de acessar alguns sites.

Confira:

> Não utilizar redes wi-fi públicas para realizar compras em e-commerces, todas as informações trafegadas nesse tipo de ambiente estão sujeitas a interceptação e possíveis fraudes;

> Não realizar compras pelo computador ou celular de terceiros. Nunca inserir senhas, números de cartão de crédito, e-mails e outros dados pessoais em aparelhos ou equipamentos que não sejam de responsabilidade própria ou que a procedência da conexão seja desconhecida;

> Muitas empresas enviam, especialmente por e-mail, promoções e golpistas aproveitam esse grande volume para passarem despercebidos;

> Desconfiar de descontos muito grandes ou preços muito baixos. Não clicar em promoções suspeitas ou com preços muito atrativos enviadas por e-mail, Whatsapp ou SMS;

> Para evitar que seja redirecionado para um site falso, o consumidor deve digitar o endereço do site no navegador e não utilizar links salvos no e-mail, nos buscadores ou nos favoritos do computador;

> Comprar somente em lojas virtuais conhecidas e com boa reputação. O Procon tem uma lista chamada “Evite esses sites” que pode ser consultada.