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Reunião do Copom tem como objetivo definir o rumo da Selic, e expectativa é que a mínima histórica, atualmente de 5,5%, seja renovada a 5%; entenda

Campos Neto e Paulo Guedes arrow-options
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - 13.3.19
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, e Paulo Guedes, ministro da Economia

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central define nesta quarta-feira (30) o rumo da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. Segundo os analistas do mercado financeiro que participam do Boletim Focus, relatório semanalmente divulgado pelo BC, a expectativa é que a taxa deve cair ainda mais, a 5%, renovando o menor nível da história e chegando à terceira queda consecutiva.

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A recuperação lenta da economia e a baixa inflação, de acordo com o mercado, explicam o espaço para reduzir ainda mais a Selic , o que levaria a taxa ao menor patamar em 30 anos, ou seja, desde que o BC iniciou a série histórica. A expectativa é que o cenário mais otimista com a aprovação da reforma da Previdência possa ser ainda mais estimulado com juros mais baixos.

Há três anos, em outubro de 2016, o Copom iniciou a trajetória de queda da taxa de juros, que à época passou de 14,25% para 14%. Desde então, a Selic despencou, até chegar aos atuais 5,5%. Na prática, porém, a recuperação econômica segue lenta.

A tendência, segundo o setor financeiro, é que a taxa caia ainda mais em dezembro, quando o Copom se reúne pela última vez neste ano, entre os dias 10 e 11, e que termine o ano entre 4% e 4,75%.

A esperada redução dos juros básicos da economia afetaria especialmente as aplicações financeiras, como a caderneta de poupança e os investimentos em renda fixa. No primeiro caso, a atual regra prevê que os rendimentos dependem da Selic sempre que a taxa estiver abaixo de 8,5% ao ano, o que é realidade desde setembro de 2017.

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Um desafio para os investimentos, que também é tormento para os demais consumidores, são as altas taxas bancárias aplicadas no Brasil, que afetam mais a vida da população de um modo geral do que a própria Selic. Em setembro deste ano, segundo o BC, a taxa bancária média (para pessoa física e jurídica) chegou a 38% ao ano, enquanto que, para as pessoas físicas, totalizou 51,3% ao ano. Em alguns casos, como o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito, chegam a ultrapassar 300% ao ano.