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De boas práticas de segurança até busca por descontos, três especialistas dão dicas de como comprar na internet sem cair em golpes na Black Friday

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Vendas da Black Friday pela internet devem crescer 18% em 2019

As vendas na internet  durante a Black Friday devem subir em 2019 18% em comparação com o ano passado, segundo estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Isso significa que o e-commerce deve faturar R$ 3,45 bilhões.

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Dentre os segmentos que deverão ser mais procurados em 2019 estão: informática , eletrônicos, moda e acessórios e casa e decoração. 

Os consumidores, porém, devem se preocupar em fazer as melhores compras , garantindo bons descontos e, principalmente, a segurança de seus dados. 

Para isso, Rodrigo Camargo, head de moderação do Promobit, social commerce que reúne ofertas da internet, Tom Canabarro, co-fundador da Konduto, empresa de antifraude para pagamentos online, e Diogo Cuoco, CEO da Taki Pagamentos - startup com soluções de pagamentos - listaram algumas dicas para ajudar a comprar com segurança.

1 - Vale a pena esperar a Black Friday?

Segundo Rodrigo Camargo a resposta é sim. "A cada ano as lojas estão fazendo ofertas mais agressivas na Black Friday com objetivo de atrair as pessoas", avalia. O head da Promobit lembra, porém, que não é tudo que está em promoção nessa época, "como a maioria das pessoas acreditam", alerta. 

Número de compras em lojas físicas e online deve se igualar na Black Friday 2019

Camargo também salienta que as lojas estão começando a promoção uma semana antes e se mantém uma semana depois, onde em muitos casos o produto chega a aparecer mais barato do que no dia da Black Friday.

2 - Como saber se realmente está pagando o menor preço?

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Sites que comparam preços na internet são uma boa alternativa para o período da Black Friday

Segundo Camargo, a melhor forma é usar ferramentas disponíveis na internet que ajudam a saber se o valor está no menor preço . Existem opções como comparadores de preço e comunidades voltadas à economia que vem se tornando cada vez mais relevantes.

O Promobit, por exemplo, conta com usuários que compartilham ofertas diariamente, que são verificadas para garantir que estão entre os menores valores registrado nos últimos meses", explica o head da empresa.

3 - Quais são os tipos de golpes mais comuns na Black Friday?

"Os mais comuns são descontos muito acima da realidade, onde a loja aumenta o valor anterior para criar uma percepção falsa de desconto", conta Camargo. Para o executivo, outra prática comum e muito perigosa,  são as páginas de phishing . "Quando um site se passa por outro para roubar os dados de compras do consumidor", explica o especialista.

4 - Como se proteger dos golpes?

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Maioria dos bancos já oferecem a opção de gear cartões de crédito virtuais

Para Diogo Cuoco, da Taki Pagamentos, uma maneira dos consumidores se protegerem de golpes virtuais é utilizarem as tecnologias disponíveis para compras na internet.

“Gerar cartões virtuais para compras online é uma boa pedida, uma vez que o cartão fica disponível somente por um período de uso, definido por cada usuário dentro do aplicativo do banco”, explica Cuoco.

5 - Qual a forma de pagamento mais adequada para a data?

Para Tom Canabarro, co-fundador da Konduto, é muito importante verificar quais as formas de pagamento que são aceitas no e-commerce, especialmente se ele disponibiliza a opção do cartão de crédito .

“Uma loja, para poder receber pagamentos via cartão, precisa apresentar uma extensa documentação. Isso, por si só, já cria uma grande barreira para um fraudador oportunista. O cliente não precisa necessariamente escolher pagar no cartão , mas só de o fato de o estabelecimento oferecer esta opção já significa muita coisa”, ressalta Canabarro.

6 - Por que se atentar as medidas de segurança?

“O consumidor precisa tomar cuidado com e-mails falsos (phishing), manter um antivírus sempre atualizado no computador e no smartphone e nunca deve enviar dados sensíveis de cartão de crédito (número, código CVV e validade) por e-mail, chat ou mensagem de texto”, acrescenta Canabarro.

“Brasileiros são amistosos e acostumados a emprestar o cartão de crédito para amigos e familiares, a fim de ajudá-los a fazer alguma compra. No entanto, ainda que sejam pessoas de confiança, é preciso acompanhar de perto e saber onde pretendem usar o cartão, para evitar dores de cabeça”, finaliza Diogo Cuoco, sobre o assunto.