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Maior economia do mundo defende a expansão do grupo de países membros, mas não tem o Brasil como prioridade neste momento; entenda a relação

IstoÉ Dinheiro

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Alan Santos/PR
Trunfo de Bolsonaro, apoio dos EUA à entrada do Brasil na OCDE é retirado

Um dos grandes trunfos da visita de Bolsonaro a Washington para se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi o apoio que o país do norte declarou ao Brasil para que ele entrasse na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), ou o “clube de comércio dos países ricos”.

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Meses depois do apoio público, a Bloomberg News obteve uma carta enviada pelo secretário de estado americano Michael Pompeo ao secretário geral da entidade, Angel Gurria no dia 28 de agosto onde o americano dizia que seu país preferia “aumentar a entidade em um ritmo que leve em conta a necessidade por governança e planejamento”. Pompeo completou dizendo que Washington no momento só apoiava a entrada da Argentina e Romênia .

Segundo outra fonte escutada pela Bloomberg , os Estados Unidos apoia o aumento da OCDE e uma eventual entrada do Brasil, mas que no momento trabalha para Romênia e Argentina devido seus esforços por reformas e para o livre mercado.

Em março deste ano, em coletiva com Bolsonaro , Trump disse que iria apoiar a entrada do Brasil no grupo que é de atualmente 36 países. O discurso foi corroborado pelo secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross durante uma visita a São Paulo.

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O apoio americano veio em troca de um acordo de exploração da base de lançamento de foguetes de Alcântara, no Maranhão, e a liberação de visto para turistas americanos que quiserem entrar no Brasil. Além da promessa da OCDE, o Brasil ganhou status de aliado dos Estados Unidos fora da OTAN , lista que conta com países como Israel, Japão, Afeganistão, Argentina, Filipinas entre outros.

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