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Segundo o IBGE, o índice teve deflação de 0,04% - menor taxa para o mês nos últimos 21 anos; só o setor de alimentos e bebidas teve queda de 0,43%


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João Godinho - 2.5.2016
Tomate foi o item que mais colaborou para a queda da inflação mensal, de acordo com o IPCA

Fazer compras na feira ou sacolão ficou mais barato em setembro. A queda de preços dos alimentos e bebidas neste mês contribuiram para que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o oficial do país, registrasse deflação de 0,04% em setembro deste ano.

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Com redução de 0,43% nos preços dos alimentos e bebidas, o  tomate , que diminuiu 16,17% no custo, foi o item individual que mais impactou a queda da  inflação . A batata-inglesa, que barateou 8,42%; a cebola, 9,89%; e as frutas, 1,79%; também seguiram o ritmo desacelado e ficaram mais acessíveis. No geral, quando se trata de alimentos para serem consumidos em casa, o gasto teve baixa de 0,70% no mês. 

Esse foi o setembro com o menor IPCA em 21 anos, além de também ser a taxa mais baixa que as inflações de 0,11% de agosto passado e de 0,48% de setembro de 2018.

Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (9), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação oficial do país acumula 2,49% no ano. Na conta considerando os últimos 12 meses, o percentual é de 2,89%.

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Mais caros

Ainda assim, alguns alimentos tiveram alta, como o leite longa vida (1,58%) e as carnes (0,25%).

Outros grupos de despesas com deflação foram a comunicação (-0,01%) e artigos de residência (-0,76%). Estes últimos foram puxados pelo recuo de preços dos eletrodomésticos e equipamentos (-2,26%) e dos itens de TV, som e informática (-0,90%).

Os gastos com saúde e cuidados pessoais tiveram a maior alta de preços em setembro: 0,58%. Nesse grupo, o aumento foi influenciado pelas inflações de 1,65% dos artigos de higiene pessoal, e de 0,57% dos planos de saúde.

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Os transportes mantiveram seus preços no mês. Os demais grupos tiveram as seguintes taxas de inflação: habitação (0,02%), vestuário (0,27%), despesas pessoais (0,04%) e educação (0,04%).