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Apesar de votarem a favor da reforma da previdência, 13 parlamentares foram contra o governo ao rejeitarem alterações no pagamento do benefício

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REPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL
Álvaro Dias, Kátia Abreu e Jorge Kajuru foram alguns dos senadores que votaram contra mudanças no pagamento do abono salarial na reforma da Previdência

Os planos do governo para a reforma da Previdência não estão saindo completamente como o planejado. Treze senadores que já haviam votado pela aprovação do texto-base da proposta foram contra o destaque que retirava mudanças no pagamento do abono salarial , fazendo com que a medida fosse derrubada. A "traição" se traduz em cifras: com a alteração na PEC, deixa de ser possível somar a economia pretendida pela pasta econômica, que chegaria a R$ 76,4 bilhões em 10 anos.

Quando aprovado na Câmara dos Deputados, o texto restringia o pagamento do abono salarial , no valor de um salário mínimo (R$ 998), a quem recebe até R$ 1.364,43 por mês. Com a derrota no Senado, ficam valendo as regras atuais, que garantem o repasse a quem ganha até dois salários mínimos (R$ 1.996).

A votação em separado desse dispositivo foi solicitada pela bancada do Cidadania. O governo precisava garantir 49 votos favoráveis ao trecho, mas só teve 42 apoiadores. Pela derrubada da alteração, foram 30 senadores. Entre eles, os 13 cujo alinhamento com os planos do governo não foi total. São eles:



Além deles, dois parlamentares que aprovaram o texto-base da Previdência faltaram à votação do destaque: Telmário Mota (PTB-RR) e Marcos Rogério (DEM-RO).

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O impacto da reforma em relação a economia prometida pelo governo vem perdendo força conforme o texto da proposta é analisado. Originalmente, a ideia era que R$ R$ 1.236,5 bilhões seriam poupados. Ao passar pela Câmara, a PEC recebeu alterações e a promessa final era de que R$ 933,5 bilhões seriam economizados. Hoje, após a votação em primeiro turno no Senado, é possível dizer que R$ 800,3 bilhões serão minimizados dos gastos com a Previdência .