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Banco está sendo alvo de mandados de busca e apreensão; MPF afirma que o banco teria obtido lucros extraordinários de dezenas de milhões de reais

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Reprodução/Facebook
Sede do BTG Pactual em São Paulo foi visitada por agentes da Polícia Federal para coletar dados sobre a operação











Atualizada nesta quinta-feira (3) às 20h 

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) cumprem mandados de busca e apreensão na sede do banco BTG Pactual em São Paulo. A operação, batizada de Estrela Cadente, investiga o vazamento de resultados da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) entre os anos de 2010 e 2012.

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A investigação tem como base a delação premiada firmada pelo ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, Antonio Palocci.

De acordo com o Ministério Público Federal, a operação apura o fornecimento de informações sigilosas em relação a mudanças na taxa de juros Selic por parte da cúpula do Ministério da Fazenda e do Banco Central.

O principal beneficiário seria um fundo de investimento administrado pelo BTG Pactual. Graças ao vazamento, afirma o MPF, o banco teria obtido lucros extraordinários de dezenas de milhões de reais.

Os procuradores e policiais investigam as possíveis praticas de corrupção passiva, corrupção ativa, informação privilegiada e lavagem de dinheiro.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o BTG Pactual informou que o fundo Bintang não era gerido pelo BTG, ou seja, o banco não era o responsável pela estratégia. Segundo a empresa, o cotista/gestor Marcelo Augusto Lustosa de Souza já havia destacado esse ponto em entrevista de 2012.

Por essa razão, segundo o BTG Pactutal estaria "incorreto" dizer "fundo do BTG" e empresa ainda alega que "os dados do fundo foram levantados junto ao banco na operação de hoje porque o administrador faz o backoffice  do fundo e pode fornecer dados".

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Veja a íntegra da nota oficial do BTG Pactual:

" Esclarecemos que, em relação às diversas notícias veiculadas sobre a operação denominada “Estrela Cadente”, recebemos pedidos de informação do MPF referentes à operações realizadas pelo Fundo Bintang FIM. O Fundo possuía um único cotista pessoa física, profissional do mercado financeiro que também era o gestor credenciado junto à CVM, que nunca foi funcionário do BTG Pactual ou teve qualquer vínculo profissional com o Banco ou qualquer de seus sócios. O Banco BTG Pactual exerceu apenas o papel de administrador do referido fundo, não tendo qualquer poder de gestão ou participação no mesmo. "