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Novas taxas de 10% entrariam em vigor em setembro sobre US$ 300 bilhões em importações chinesas. Estados Unidos adiaram imposição para dezembro.

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Joyce N. Boghosian/White House
Donald Trump minimizou o temor com guerra comercial e disse que investimentos estão fortes nos EUA

A China não fez concessões aos Estados Unidos depois que o presidente Donald Trump adiou a imposição de tarifas sobre algumas importações chinesas até meados de dezembro, disseram autoridades americanas nesta quarta-feira (14).

Dólar volta a subir com desaceleração da economia global

Eles acrescentaram que reuniões visando o fim daguerra comercial entre os dois países continuam e que o mercado deve ser paciente. Em entrevista à CNBC, o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross , disse que "isso não foi um  quid pro quo  ", usando uma frase em latim que significa uma troca de favores .

Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, recuou de seu prazo para a imposição de tarifas de 10% sobre milhares de importações chinesas , incluindo produtos de tecnologia, como laptops e celulares, roupas e calçados, estendendo o prazo de 1° de setembro para 15 de dezembro para alguns itens.

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Na semana passada, em resposta à decisão de Trump de impor tarifas extras de 10% sobre cerca de US$ 300 bilhões de produtos importados da China, o governo chinês desvalorizou o yuan para a menor cotação em uma década e derrubou os mercados globais.

Os EUA reagiram e classificaram a China como manipulador de câmbio  pela 1ª vez em 25 anos. Já na última sexta-feira, o presidente americano minimizou o temor com guerra comercial e diz que investimentos estão fortes nos EUA.