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Cerca de 40% dos consumidores que estavam com o nome no SPC em agosto devem até R$ 500. Saques do FGTS começam no dia 13 de setembro

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Marcos Correa/PR - 12.5.2017
Saque emergencial de R$ 500 do FGTS pode ser usado pelos consumidores para pagarem as sua dívidas

Os saques emergenciais de R$ 500 do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) começam no dia 13 de setembro e podem ajudar quase 40% dos consumidores inadimplentes do país a saírem do vermelho.

Segundo uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que cerca de quatro em cada dez consumidores que começaram o mês de agosto com o CPF inscrito na lista de inadimplentes (37%) devem até R$ 500.

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Segundo o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, a liberação dos saques das contas do (FGTS), vai servir, essencialmente, para sanar essas pendências .

“Trinta e sete por cento dos brasileiros com o nome sujo devem até R$ 500. Isso é muito interessante, porque muitas pessoas acharam que o saque do FGTS de R$ 500 seria pouco dinheiro, mas aí nós vemos que este dinheiro, se bem usado, pode resolver o problema do nome sujo de muitas pessoas", afirmou.

Vignoli lembrou a dificuldade que o inadimplente tem de conseguir crédito. "Não há coisa pior do que você ter o nome sujo e não conseguir ter acesso a algum tipo de crédito . Então, os R$ 500 podem e devem, sim, ser usados para resolver os problemas”, enfatizou.

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Segundo o levantamento, considerando somente as contas de serviços básicos como água e luz, houve um crescimento de 16,03% no volume de atrasos em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Em segundo lugar aparecem as dívidas bancárias , como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos, que avançaram 2,25% na mesma base de comparação.

Idosos

Para o educador financeiro, outro fato que chama a atenção na pesquisa é que a inadimplência entre idosos teve crescimento de 7,44% no mês de julho. “Percebe-se que eles estão assumindo responsabilidades dentro do orçamento familiar que eles não estavam participando de forma tão intensa", avalia.

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Vignoli ressalta que isso acontece porque diante do número de jovens desempregados , desalentados, sem renda e sem possibilidade de tomar crédito, "a responsabilidade acaba caindo sobre os idosos", afirma. "É uma situação que não é boa e que esperamos que seja revertida o quanto antes”, acrescenta.

Já entre os mais jovens, o movimento é inverso: queda de 22,14% na quantidade de inadimplentes entre 18 e 24 anos, e 9,28% entre a faixa etária de 25 a 29 anos.