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Representantes da indústria se reuniram com o ministro Tarcísio de Freitas. Tabela foi suspensa pelo governo após receber críticas dos caminhoneiros

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MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas recebe representantes do setor produtivo para discutir um consenso sobre a tabela de frete para o país

Representantes do setor produtivo se reuniram nesta terça-feira com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas , para negociar um consenso a respeito da tabela do frete. Embora sejam contra o tabelamento de preços, entidades defendem que o modelo de preços mínimos suspenso pelo governo após pressão dos caminhoneiros é um bom ponto de partida.

A nova tabela de frete havia entrado em vigor na última quinta-feira. O modelo, desenvolvido pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz ( Esalq ), da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), no entanto, desagradou caminhoneiros , que afirmaram que os valores estipulados não eram suficientes para remunerar a atividade. Diante da pressão, o governo resolveu ceder e suspendeu o valor.

Agora, organizações ligadas a setores como indústria e agropecuária querem que a medida volte à mesa de negociação. Uma reunião com representantes dos caminhoneiros está marcada para as 11h desta quarta-feira.

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"Fomos assegurados pelo ministro que amanhã terá uma reunião com os caminhoneiros, numa tentativa de se verificar como se pode confluir para uma solução satisfatória para ambos os lados. E certamente no curto prazo a gente vai tentar resolver isso e retornar à tabela da Esalq, que é reconhecida como a mais adequada e que reflete os custos mínimos necessários para o setor", disse Mônica Messenberg, diretora de relações institucionais da Confederação Nacional da Indústria ( CNI ), que falou em nome do grupo de mais de dez entidades.

A representante destacou, no entanto, que não é a favor de qualquer tipo de tabelamento . A CNI foi uma das entidades que ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal ( STF ) contra o tabelamento de frete, medida adotada pelo governo Michel Temer para encerrar a greve de caminhoneiros. A ação será julgada pela Corte no dia 4 de setembro.

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"Nós questionamos sempre a tabela. Somos contra o tabelamento. Mas conseguimos conversar em cima de uma tabela de referência, para estabelecer quais são os custos mínimos para se começar a trabalhar sobre preços justos, como seria adequada essa remuneração. Tabelamento, não. Não estamos em nenhum momento abrindo mão desse ponto", afirmou .