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Paulo Guedes cita queda de até 40% no preço do combustível. Programa prevê fim do monopólio da Petrobras e impacto no preço do gás de cozinha.

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Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Paulo Guedes chamou programa de “choque de energia barata”

O governo federal lançou oficialmente, nesta terça-feira (23), o Programa do Novo Mercado de Gás . O projeto prevê dar mais eficiência e quebrar o monopólio da Petrobras no setor e fazer o que o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem chamado de “choque de energia barata”.

"Isso vai derrubar o preço do gás. Tem gente muito boa que estima em até 40% em dois anos a queda do gás natural. Nós temos certeza que o gás vai cair", disse Guedes.

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A expectativa do governo é que as medidas impactem no preço do gás de cozinha , para a indústria e também na produção de energia elétrica — já que há usinas térmicas que usam gás natural como combustível.

São ações que envolvem a venda de distribuidoras estaduais de gás, o fim do monopólio da Petrobras no setor e nova regras regulatórias por meio da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

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A avaliação é que a quebra do monopólio deve atrair  novos players  para o mercado, o que trará mais investimentos para o Brasil. Também deve facilitar a ampliação da rede de gasodutos, considerada pequena para o tamanho do país. Com mais concorrentes e dutos, o preço do gás tende a cair.

Em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto que institui o Comitê de Monitoramento da Abertura do Mercado de Gás Natural, com o objetivo de monitorar as ações necessárias à abertura do mercado de gás .

"A entrada de outros agentes vão se refletir na oferta de gás de cozinha e derivados de petróleo. Os preços serão estabelecidos pelo mercado, e não por um agente dominante ", disse o diretor-geral da ANP, Décio Oddone.