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Gabriel Kanner, presidente do Instituto Brasil 200, diz que a alíquota de 2,5% permitiria ao governo manter arrecadação com base maior de contribuintes

Manifesto em defesa do imposto único arrow-options
Divulgação
Empresários lançaram em São Paulo manifesto por imposto único

O Instituto Brasil 200 lançou nesta terça-feira (16) um manifesto a favor de um imposto único no País. O evento teve participação do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), que discursou para uma plateia de empresários a portas fechadas em um hotel da capital paulista.

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A proposta da entidade, fundada pelo empresário Flávio Rocha, do grupo Riachuelo, é que todos os tributos federais, estaduais e municipais sejam substituídos por um imposto único sobre transações financeiras, aos moldes da antiga CPMF, com alíquota em torno de 2,5%.

Para o presidente do Instituto Brasil 200 , Gabriel Kanner, o percentual sugerido permitiria ao governo manter a atual arrecadação, mas com uma base maior de contribuintes. Ele disse que Mourão afirmou ser favorável a um imposto único. A palestra do vice-presidente não pôde ser acompanhada pela imprensa por uma exigência de Mourão, segundo a organização do evento.

"O vice-presidente se mostrou otimista e sinalizou apoio a nossa proposta sobre movimentação financeira", afirmou Kanner. O Instituto Brasil 200 defende que, além de simplificar o modelo tributário, o imposto sobre movimentação financeira contribuiria para reduzir a sonegação. A proposta da entidade é parecida com o que propõe secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra .

O movimento de empresários promete manifestação de rua em favor do imposto único. O manifesto anunciado nesta manhã recebeu apoio de entidades dos setores da indústria, comércio e serviços. O movimento busca agora parlamentares que possam apadrinhar a proposta e inclui-la no debate sobre a reforma tributária no Congresso. O documento foi enviado ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) e aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

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Kanner considerou o projeto de criação de um imposto sobre valor agregado (IVA) na esfera federal um paliativo para os problemas tributários: "A proposta do IVA  não é ruim, mas ela pega nosso sistema atual, que é ultrapassado, burocrático e falido, e faz algumas melhoras. O imposto único promoveria uma maior simplificação", argumentou.