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Para chanceler de Bolsonaro, Mercosul se tornou um parceiro mais interessante ao concluir tratado de livre comércio com a União Europeia

Após  firmar um tratado de livre comércio com a União Europeia, o  Mercosul  se prepara para fechar mais dois acordos ainda este ano, informou, nesta terça-feira (2), o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Ernesto Araújo
Marcos Corrêa/PR - 3.5.2019
Chanceler Ernesto Araújo acredita que acordo comercial do Mercosul pode afetar as eleições na Argentina

As opções são o Efta (acordo de livre comércio que reúne Noruega, Islândia, Suíça e Lieshtenstein), o Canadá, Cingapura e Coreia do Sul. "Em um período de dois anos, vamos criar uma rede muito densa de acordos comerciais", disse Araújo.

O ministro afirmou que já começaram as conversas com os Estados Unidos em torno de um tratado do tipo quatro mais um: os EUA de um lado e os quatro sócios do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai). Outros países, como o Japão e o Líbano, já demonstraram interesse em uma negociação.

"Cada acordo firmado torna o Brasil um parceiro mais interessante", disse. Ele acredita que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia será assinado pelos governantes dos dois blocos antes de outubro deste ano, quando haverá a eleição na Argentina.

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Fontes do governo brasileiro admitem que, se o atual presidente do país vizinho, Maurício Macri, não for reeleito -  sendo vencido pela chapa que tem à frente Alberto Fernandez e a ex-presidente Cristina Kirchner como vice, os argentinos poderão colocar obstáculos para a assinatura.

O presidente Jair Bolsonaro já deixou claro, várias vezes, que torce contra a peronista Cristina Kirchner.