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Na quarta-feira (26), o Banco Central reduziu a alíquota de longo prazo de 33% para 31%, o que deve injetar R$ 16 bilhões na economia em julho

O governo deve liberar mais de R$ 100 bilhões para bancos privados em depósitos compulsórios, que são recursos que os bancos são obrigados a deixar depositados no Banco Central. A declaração foi feita pelo ministro da Fazenda, Paulo Guedes, nesta quinta-feira (27) e, segundo ele, a ideia é permitir que as instituições financeiras ampliem o crédito para pessoas e empresas.

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Paulo Guedes
Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirma que com essa medida, bancos vão ampliar o crédito para pessoas e empresas

Na quarta-feira (26), a autoridade monetária já havia anunciado uma redução de 33% para 31% na alíquota dos compulsórios a prazo, o que vai liberar R$ 16,1 bilhões. Guedes , no entanto, afirmou que o número será muito maior.

Segundo ele, o governo está “despedalando” os bancos públicos por meio da devolução de recursos dessas instituições ao Tesouro Nacional. Em outra ponta, estão sendo adotadas medidas de expansão do crédito privado. 

"Vem mais de R$ 100 bilhões de compulsório aí na frente. Então nós estamos encolhendo o crédito público e melhorando a alocação de recursos, expandindo o crédito privado", disse o ministro depois de um almoço com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

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Ao falar da agenda econômica do governo Bolsonaro para além da reforma da Previdência, Guedes também destacou o plano para baratear o gás e a reforma tributária. No gás, a ideia é quebrar o monopólio da Petrobras nesse segmento, o que, segundo o ministro, poderia reduzir o custo do produto em até 50%.

"Estamos dando um choque de energia barata, quebrando um duplo monopólio, tanto na extração e refino do gás, quanto na distribuição do gás. Nós vamos reindustrializar o país em cima de energia barata.

E, da mesma forma, isso vai acabar chegando no botijão de gás da família, diminuindo em 30, 40, até 50% o custo do gás, lá no final da linha. Então tem uma agenda muito grande", disse o ministro Paulo Guedes , acrescentando: "Essas coisas não acontecem por acidente".