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Mansueto Almeida estima que, com unidades da federação nas novas regras da Previdência, economia será entre R$ 850 bilhões e R$ 1 trilhão

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que a aprovação da reforma da Previdência  vai possibilitar uma economia entre R$ 850 bilhões e R$ 1 trilhão, na próxima década, se estados e municípios forem incluídos no projeto. Na comissão especial da Câmara, o relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) não incluiu estados e municípios. 

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Mansueto Almeida
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Mansueto Almeida afirma que a reforma se descolou do governo e há consenso para sua aprovação

"É importante incluir municípios e Estados [na reforma da Previdência]. No Estados, a média de aposentadoria dos servidores públicos é de 49 anos. Não vai ter ajuste fiscal quando uma parcela de seus servidores se aposenta aos 49 anos", disse Mansueto durante seminário promovido pela agência de classificação de risco Fitch, em São Paulo.

O secretário do Tesouro afirmou que apesar de o governo não ter base política sólida, a reforma acabou se descolando do governo e há consenso para aprová-la.

"Ela (a reforma) se descolou do governo. O Congresso comprou o projeto e trabalha para a aprovação. As duas casas (Senado e Câmara) apoiam. E, por isso, há possibilidade de inclusão de Estados e municípios. É possível votar antes do recesso na Câmara, previsto para 17 de julho, e depois ela segue ao Senado, onde fica mais dois meses. Se aprovarmos no final de setembro será um grande sucesso", garantiu.

Para Mansueto, os Estados e municípios não foram incluídos por uma questão política e os governadores já estão conversando com os deputados de seus estados para reverter essa questão.

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"Os governadores são a favor da inclusão na reforma , mas isso não aconteceu por uma questão política, já que os governadores seriam beneficiados. Varios governadores foram para Brasília tentar convencer os deputados de seus estados para que eles explicitem seu voto a favor. Se os estados não entrarem, vão ter que fazer um esforço fiscal enorme. Se não entrarem, não vão recuperar a capacidade de investir", afirmou.