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Ata da última reunião do Copom, que definiu manutenção da taxa básica de juros, a Selic, atribui retorno dos investimentos privados à estabilidade que as reformas econômicas trariam para a economia brasileira. Entenda

Paulo Guedes, ministro da Economia, Jair Bolsonaro, presidente e Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central
Marcos Corrêa/PR
Ata do Copom atribui retorno de investimentos ao avanço das reformas da economia

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou nesta terça-feira (25) a ata de sua última reunião, em que foi determinada a manutenção da taxa básica de juros , a Selic, em 6,5%, a mínima histórica. Segundo a avaliação do BC, "a continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia".

A ata do Copom  também salienta que "a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes", e, portanto, os avanços na agenda reformista são primordiais para o estabelecimento do equilíbrio econômico.

O BC pontua, no entanto, que a interrupção da recuperação da economia brasileira nos últimos trimestres é “nítida” quando se analisa um período mais longo, e que a perda de ímpeto deverá levar a economia a flertar com estagnação no segundo trimestre deste ano.

"Após leve recuo no primeiro trimestre de 2019, em decorrência dessa perda de dinamismo e de alguns choques pontuais, o Produto Interno Bruto ( PIB ) deve apresentar desempenho próximo da estabilidade no segundo trimestre”, avaliou a ata.

O Copom reconheceu a melhora do balanço de riscos para a inflação entre o começo de maio e meados de junho, mas ainda apontou riscos do lado da agenda de reformas, classificados pelo colegiado como “preponderantes”. Com isso, “a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente”.

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O comitê destacou, ainda, a importância das reformas econômicas para “consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva” e disse que as reformas ajudam a reduzir incertezas, estimulando o investimento privado num contexto de ambiente fiscal limitado para investimentos públicos.