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Estimativas iniciais previam um contingenciamento maior, de R$ 5 bilhões a R$ 10 bilhões; anúncio oficial será feito pelo governo nesta quarta-feira (22)

jair bolsonaro
Isac Nóbrega/PR - 15.5.19
O governo bloqueia gastos do Orçamento quando a previsão de arrecadação cai ou a expectativa de despesas aumenta

O bloqueio de despesas que o governo anunciará nesta quarta-feira (22) será menor que o previsto. Segundo uma fonte da equipe econômica, o contingenciamento deve ficar em torno de R$ 3 bilhões, ou até menos que isso. Inicialmente, técnicos da equipe econômica estimavam que seria necessário segurar de R$ 5 bilhões a R$ 10 bilhões dos gastos previstos para o ano.

A tesourada menor foi possível porque o governo decidiu usar parte de uma reserva de emergência formada no inicio do ano. Em março,  o Ministério da Economia resolveu contingenciar R$ 29,7 bilhões das despesas do ano para garantir o cumprimento da meta fiscal . Na ocasião, foi criada uma reserva de R$ 5,4 bilhões para atender a necessidades urgentes dos ministérios. Agora, parte desses recursos serão queimados.

Essa reavaliação de como as despesas devem ser gastas é feita de dois em dois meses pelo governo. A equipe econômica bloqueia gastos quando a previsão de arrecadação de impostos cai ou a expectativa de despesas aumenta. Em março, o governo cortou a expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2,25%. Agora, segundo a fonte, cortará novamente para 1,6%.

A diferença desse corte é que, ao queimar parte da reserva, o governo conseguirá poupar os ministérios. Na última vez, a tesourada afetou todas as áreas do governo. O bloqueio de R$ 5,8 bilhões na pasta da Educação esteve por trás de  manifestações contra o governo em todo o País na semana passada.

Sempre que anuncia um contingenciamento, o governo afirma que o bloqueio pode ser desfeito caso a economia reaja. Analistas, no entanto, têm apontado na direção contrária. Segundo o mais recente relatório Focus, compilado de projeções publicado semanalmente pelo Banco Central , a economia brasileira deve crescer só 1,24% neste ano .