Brasil Econômico

Sede da Petrobras
Fernando Frazão/Agência Brasil
Estudo prevê que investimentos chegariam a R$ 240 bilhões com fim do monopólio da Petrobras no setor de gás

O estudo que baseia a proposta de eliminação do monopólio da Petrobras no setor de gás prevê investimentos potenciais de US$ 60 bilhões (em torno de R$ 240 bilhões com a atual cotação do dólar), caso seja atingida a meta de reduzir o preço do combustível no País.

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De acordo com a projeção, os recursos seriam desembolsados por investidores ao longo dos quatro anos subsequentes à quebra do monopólio da Petrobras no refino e abrangeriam a ampliação da infraestrutura de abastecimento e da capacidade industrial de setores que cresceriam com a queda de preço do gás.

O estudo, que projeta limitar a participação da estatal a 50% das vendas de gás no País, sugere a venda de gasodutos, cessão de contratos de fornecimento para empresas privadas e a criação do consumidor livre de gás. Segundo o governo, a tendência é que os preços dos combustíveis caiam sem o monopólio no refino . A redução de preço do gás é uma das prioridades da equipe econômica, que espera efetivação das medidas em até 60 dias.

A meta é reduzir o preço do gás  dos atuais US$ 12 (R$ 48) por milhão de BTU (medida de poder calorífico) para o valor entre US$ 5 e US$ 6 (de R$ 20 a R$ 24), variando de acordo com a distância entre o local e a costa.

"O preço cobrado do consumidor final, resultado da desestruturação do setor, das ineficiências geradas pela regulação e do comportamento dos agentes dominantes nas áreas da produção, transporte e distribuição, é um dos mais elevados do mundo", destaca o estudo.

A expectativa é que o setor de petróleo e gás possa ter investimentos de US$ 10 bilhões (R$ 40 bilhões) voltados à construção de quatro novos gasodutos marítimos, quatro unidades de tratamento de gás e ampliação da capacidade de transporte do combustível no continente.

Mineração de ferro e alumínio poderia atrair outros US$ 19 bilhões (R$ 75 bilhões) para a instalação de dez plantas de beneficiamento de minério de ferro e duas plantas de beneficiamento de alumínio, segmento que 'fugiu' do Brasil diante dos altos preços da energia local.

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Os setores de fertilizante e petroquímica poderiam atrair outros US$ 7,5 bilhões (R$ 30 bilhões) para a construção de cinco novas fábricas no País. A soma, que gira em torno de R$ 145 bilhões, chegaria ao valor projetado pelo governo com o acréscimo dos investimentos nas indústrias siderúrgica, de vidros, metanol e de papel e celulose.

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