Paulinho da Força (SD)
Valter Campanato/Agência Brasil
Paulinho diz que os partidos do centrão querem reduzir a economia com a reforma da Previdência à metade

O vice-líder do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva (SP) - o Paulinho da Força - disse que os partidos do centrão querem reduzir a economia com a reforma daPrevidência à metade, para R$ 600 bilhões. O argumento, disse o sindicalista, é que se o Congresso aprovar o texto integral, o presidente Jair Bolsonaro será reeleito antes da hora. Se a economia ficar em R$ 800 bilhões, por exemplo, conforme o piso previsto pelo próprio presidente, o ganho é de R$ 240 bilhões em três anos, observou.

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- Qualquer idiota se reelege com esse dinheiro (a ser poupado com Previdência ) - afirmou Paulinho.

Ele disse que a sua bancada já se articulou e obteve 250 assinaturas para apresentação de uma emenda aglutinativa que prevê a retirada de vários pontos da reforma, como Benefício de Prestação Continuada-BPC (pago a idosos e deficientes da baixa renda), trabalhadores rurais e a restrição no acesso ao abono salarial (PIS) de dois salários mínimos para um mínimo. A emenda também faz modificações na regra de transição e reduz a idade mínima para 59 anos (mulher) e 62 anos (homem). O governo definiu 65 anos (homem) e 62 anos (mulher).

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O partido também vai apoiar emendas de outras legendas para retirar os servidores estaduais e municipais da reforma, além do novo regime previdenciário de capitalização, no qual os trabalhadores contribuem para a própria aposentadoria.

- Um partido vai assinar a emenda de outro porque não é fácil conseguir as 171 assinaturas (exigência para apresentação de emendas) - disse Paulinho da Força .

Apesar de admitir vários pontos de resistência na proposta, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, tem reiterado que o governo vai defender o texto original na comissão especial, que vai discutir o mérito da reforma, com os trabalhos previstos para iniciar na terça-feira. Marinho reagiu pelo Twitter às declarações de Paulinho:

"Esse é o momento de todos pensarem no Brasil e nas próximas gerações e menos nas próximas eleições", escreveu.

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