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Presidente da Câmara reforçou posição de Bolsonaro e negou aumento de impostos, focando Previdência, crescimento e empregos; "Depois vamos debater a reforma tributária para cortar impostos, não para aumentar", disse

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados
Valter Campanato/Agência Brasil - 1.2.19
Rodrigo Maia, presidente da Câmara, afirmou que aumento de imposto não passa na Casa

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu nesta segunda-feira (29) que a Casa não aprovaria uma proposta de aumento de impostos. O tema gerou polêmica nesta manhã após o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, falar em entrevista à Folha de S.Paulo que um novo imposto a ser criado tributaria até mesmo igrejas .

Após a declaração, Bolsonaro  contradisse o chefe da Receita e afirmou que "nenhum novo  imposto  será criado, em especial às igrejas". A posição do presidente foi endossada por Maia, que, no Twitter, defendeu que "Não vamos tratar de aumento de impostos na Câmara, não passa".


Segundo o secretário da Receita , o novo tributo buscaria simplificar o modelo de arrecadação no País e recairia inclusive sobre igrejas, que hoje são isentas. Maia destacou que o foco do governo é a reforma da Previdência, o crescimento econômico e a geração de empregos. Segundo ele, após isso haverá, de fato, início de uma discussão sobre a reforma tributária, mas que esta buscará reduzir tributos, e não aumentar. Bolsonaro , por sua vez, destacou as instituições religiosas ao negar a criação do novo tributo.

"Quero me dirigir a todos vocês, dizendo que essa declaração não procede. Quero dizer que em nosso governo nenhum novo imposto será criado, em especial contra as igrejas, que, além de terem um excelente trabalho social prestado a toda a comunidade, reclamam eles, em parte com razão ao meu entendimento, que há uma bitributação nessa área”, declarou o presidente, que disse ter sido "surpreendido" com a declaração de Marcos Cintra .

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A proposta de novo imposto defendida pelo chefe da Receita acabaria com a contribuição previdenciária que incide sobre a folha de pagamentos e criaria a Contribuição Previdenciária (CP) – um tributo que deve incidir sobre todas as transações financeiras, bancárias ou não. A oposição chama o imposto de "nova CPMF", embora o governo rechace a comparação.