Deputado Marcelo Ramos (PR-AM), presidente da comissão especial, defendeu que
Câmara dos Deputados/Pablo Valadares
Deputado Marcelo Ramos (PR-AM), presidente da comissão especial, defendeu que "se Bolsonaro não falar, vai ajudar" o governo a aprovar Previdência

O deputado Marcelo Ramos (PR-AM), presidente da comissão especial da Câmara que avaliará o teor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/19, que reformula as regras para aposentadoria no País e cria a nova Previdência, alfinetou o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e se disse "antipático" ao governo. Segundo o parlamentar, "Cada vez que Bolsonaro fala, desidrata um pouco a reforma", e "se ele não falar até o final da votação, vai ajudar um bocado". As declarações foram feitas na noite desta quinta-feira (25), em entrevista à rádio Jovem Pan .

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Escolhido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) para o cargo de presidente da comissão, Ramos diz não querer ser "carimbado" como um representante do Centrão. "Eu tive a simpatia de diferentes líderes. Então não vão conseguir me carimbar como representante do Centrão. É muito mais que isso. Apenas na CCJ escolhi o caminho da moderação e do diálogo em um ambiente de radicalismos e extremismos", afirmou.

Assim que a comissão especial foi instalada, o deputado disse que "A minha antipatia pelo governo é menor do que a minha responsabilidade com a reforma. Não vou deixar milhões de brasileiros em necessidade. Todos sabem que eu não tenho simpatia por esse governo. Basta ver meu posicionamento."

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Segunda etapa da tramitação da Previdência no Congresso, a comissão deverá começar a analisar o mérito da proposta na próxima terça-feira (30) e terá o prazo de 40 sessões. Nessa etapa, poderão ser apresentadas emendas, que precisam de, no mínimo, 171 votos de deputados para serem anexadas ao texto. Alguns pontos, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a aposentadoria rural, podem deixar a proposta, em uma desidratação da reforma.

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Após a comissão especial, a proposta segue para a aprovação do plenário da Câmara, onde precisa conseguir, em dois turnos, no mínimo três quintos (308 votos) de posições favoráveis dos deputados. Conseguindo a votação necessária, o projeto segue ainda para o Senado Federal, onde passará por nova CCJ e, caso os senadores avaliem que nenhuma cláusula pétrea é ferida pela proposição, a PEC segue para o plenário da Casa.

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