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Segundo analistas, crescimento do PIB brasileiro deve ser de 1,95% no final do ano; para a inflação, a estimativa aumentou, passando para 4%. Confira

Mapa do Brasil
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Desde o começo do ano, expectativa para o PIB de 2019 vem caindo rapidamente, passando de 2,53% para 1,95%


Analistas do mercado financeiro reduziram, pela sétima vez consecutiva, a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para o fim deste ano. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central, a economia brasileira deve crescer 1,95% em 2019.

Em relação ao PIB  projetado na semana passada, que era de 1,97% , o relatório diminuiu a expectativa de expansão da economia em 0,2 ponto percentual (p.p).

O PIB tem como função medir todos os bens e serviços produzidos pelo País durante o período de um ano. Para 2019, as quedas do índice tem acontecido rapidamente: na primeira edição do Boletim Focus deste ano, a estimativa era que o PIB atingisse 2,53%  no final do ano.  No começo de março, a projeção já estava em 2,28%.

Para 2020, a projeção para o crescimento da economia brasileira recuou de 2,70% para 2,58%, registrando sua quarta redução consecutiva. As estimativas de alta do PIB para 2021 e 2022, no entanto, ficaram estáveis: permanecem em 2,50%.

Relatório diminuiu projeções do PIB, mas aumentou inflação

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Enquanto projeções para o PIB de 2019 caem, o mercado financeiro estimou uma inflação maior do que a prevista na semana passada


Ao contrário do PIB brasileiro , a estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi reajustada para cima, passando de 3,90% para 4,06%.  A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Para 2020, a previsão para o IPCA  continua em 4%, assim como nas expectativas para 2021 e 2022, onde também não houve alteração: 3,75%.

Taxa Selic e dólar

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Boletim Focus também fez projeções para a taxa básica de juros e o dólar


Para controlar a inflação , o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Segundo a projeção do mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano até o fim de 2019. Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano e, para 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8%.

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As previões para a cotação do dólar também ficaram relativamente estáveis: para o mercado financeiro, a moeda americana deve ser vendida a R$ 3,70 no fim de 2019. Já em 2020, a projeção apresentou leve aumento, subindo de R$ 3,75 para R$ 3,78.