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Presidente disse que questão já foi discutida com o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque; segundo ele, suspensão já está "quase certa"

Jair Bolsonaro de braços cruzados
Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que horário de verão não deve mais acontecer no País a partir deste ano


O presidente Jair Bolsonaro anunciou, nesta sexta-feira (5), que o horário de verão brasileiro não deve mais acontecer a partir deste ano. A declaração foi dada em um encontro com jornalistas no Palácio do Planalto, em Brasília.

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Segundo ele, a questão já foi discutida com o ministro de Minas e Energia, Bentro Albuquerque, que elaborou um estudo sobre os impactos que a medida traria ao País, e deve ser oficializada em breve. "A ideia nossa é que não tenha horário de verão neste ano. Está quase certo", afirmou Bolsonaro. 

Na terça-feira (02), o ministro disse que a análise feita não é "isolada, apenas em termos de economia. Entram também outros fatores." De acordo com Albuquerque, o principal critério a ser considerado é "o pico de luz". "Em 2019 tivemos vários recordes de consumo e o sistema suportou", explicou.

"Porém, também é levado em consideração, de acordo com o titular da pasta, o aspecto turístico. Em muitas cidades, o horário de verão favorece as atividades econômicas", completou.

Bolsonaro também disse que recebeu estudos sobre o tema realizados pelo deputado João Campos PRB-GO), além de debater a possível mudança com a área responsável do governo.

Como funciona o horário de verão?

relógio
shutterstock
Horário de verão tem como objetivo encurtar o período noturno, economizando energia elétrica


O horário de verão acontece quando parte dos estados brasileiros adianta o relógio em uma hora, o que normalmente acontece entre os meses de outubro e fevereiro. O objetivo da medida é economizar energia elétrica , fazendo com que o início da noite comece mais tarde diminuindo, assim, o uso de lâmpadas.

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Em 2017, o ex-presidente Michel Temer chegou a pensar no fim do horário de verão . Segundo ele, um estudo do Ministério de Minas e Energia disse que a mudança nos relógios já não é mais efetiva, uma vez que o consumo de energia não tinha mais relação com horário e sim com a temperatura, com picos de consumo nas horas mais quentes do dia.