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O ministro é suspeito de usar uma de suas empresas para lucrar em cima do prejuízo de estatais e seus fundos próprios de aposentadoria complementar

Paulo Guedes em Washington
Alan Santos/Presidência da República
Paulo Guedes começou a ser investigado no início de outubro, antes mesmo das eleições, pelo Ministério Público Federal

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu um processo para investigar supostas fraudes em operações feitas por um empresa de Paulo Guedes, ministro da Economia, envolvendo fundos de pensão. Como esses fundos eram ligados a estatais, o TCU apura se houve prejuízos a essas empresas a partir das transações efetudas. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo .

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A investigação, ainda em fase inicial, foi instaurada em fevereiro após uma representação do Ministério Público Federal (MPF). O órgão já era responsável por outros dois processos relacionados ao caso de Paulo Guedes , baseados em irregularidades apontadas pela Funcef, entidade previdenciária dos funcionários da Caixa, e pela Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar).

O MPF começou a investigar o ministro ainda no início de outubro de 2018, antes mesmo das eleições. Segundo os autos do processo revelados pela Folha , os fundos de investimento em que foram encontradas irregularidades receberam aportes no valor de R$ 1 bilhão entre 2009 e 2013. Entre os papéis, além do Funcef e da Previc, estão o Previ (Banco do Brasil), o Petros ( Petrobras ) e o BNDESpar, que atua com investimentos no mercado de capitais.

Esse dinheiro foi depositado nos fundos de investimento BR Educacional e Brasil de Governança Corporativa, ambos criados pela gestora de ativos que pertencia a Guedes até o fim do ano passado. O MPF suspeita de que essas transações tenham gerado ganhos excessivos ao ministro e prejuízo às empresas que injetaram os recursos e são, ainda, responsáveis pela aposentadoria complementar de milhares de funcionários de estatais.

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Questionada na época, a defesa de Paulo Guedes negou as acusações, dizendo que a denúncia era "uma afronta à democracia" e tinha como objetivo confundir o eleitor. Em 30 de novembro, porém, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o caso. No dia seguinte, Bolsonaro disse que "desconhecia" as denúncias e que tinha um acordo com Sérgio Moro, ministro da Justiça, para afastar qualquer integrante do seu governo que for acusado de maneira "robusta".