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Ministro discursou sobre os planos do governo para a economia e garantiu que as perspectivas para o País são boas: "Temos um programa muito sólido"

Em Washington, Paulo Guedes se mostrou otimista:
Valter Campanato/Agência Brasil
Em Washington, Paulo Guedes se mostrou otimista: "Temos um programa econômico muito sólido, na direção certa"

Acompanhando o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em viagem oficial a Washington, nos Estados Unidos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, abriu o "Brazil Day in Washington" discursando sobre o cenário econômico do País. O chefe da equipe econômica do governo aproveitou a oportunidade para reforçar o compromisso com a aprovação das reformas e defender a redução do Estado, descentralizando seu poder.

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"Temos um programa econômico muito sólido, na direção certa. A reforma da Previdência, inclusive, que é uma medida muito dura, é um plano de crescimento futuro. [Propomos a] Redução e ressignificação das taxas, [além de] uma abertura da economia", listou Paulo Guedes . "Nós vamos digitalizar e fazer encolher a participação do Estado. Nós vamos descentralizar o Estado."

O ministro ainda exaltou a figura de Bolsonaro, traçando paralelos entra eleição  do presidente e de Donald Trump. "Ele [Bolsonaro] tem bons princípios. Exatamente como aconteceu com Trump aqui, Bolsonaro venceu as eleições falando diretamente com o povo por meio das redes sociais. Ele ganhou baseado em uma plataforma diferente", comentou.

Para Guedes, Bolsonaro é determinado, o que é uma marca de "grandes lideranças", e representa uma mudança em dois eixos, o econômico e o político. O economista também fez questão de rejeitar a fama de "autoritário" que o presidente ganhou durante as eleições. "Nossa democracia nunca esteve em risco. Nosso presidente tem 30 anos de experiência no Congresso e ele se recusou a jogar o jogo que contaminou nossa política", disse.

Aos norte-americanos, o ministro ainda criticou a política econômica adotada nos governos anteriores, atacando principalmente o que chamou de "expansão descontrolada dos gastos públicos". Sem citar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Guedes fez críticas ao repasse de recursos para a construção da Arena Corinthians (Itaquerão) e aos investimentos em Cuba e na Venezuela, reiterando a importância da descentralização do poder público.

"O poder político deve ser limitado e descentralizado. Nós não chegamos lá ainda, mas estamos caminhando nessa direção", prometeu. "Nós temos que criar o sonho brasileiro, e isso é exatamente o que o presidente Bolsonaro fez durante a campanha. É um momento muito importante."

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Depois de Paulo Guedes , ainda discursaram o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o próprio presidente Bolsonaro. As três apresentações foram transmitidas ao vivo pelo Periscope da TV NBR, o canal oficial do Governo Federal, e podem ser assistidas novamente no link abaixo.


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