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Três anos depois de fechar, o HSBC quer voltar com o objetivo de retomar crescimento; banco fechou em 2015 e vendeu suas operações ao Bradesco

Depois de fechar as portas no Brasil em 2015, HSBC quer voltar ao País
AP
Depois de fechar as portas no Brasil em 2015, HSBC quer voltar ao País


O HSBC deve retornar ao Brasil em breve, segundo informações da publicação Financial Times publicadas nesta segunda-feira (12). Apesar da intenção de retorno ao País, o banco declarou que pretende apenas dar mais força às operações de investimentos, desconsiderando uma retomada na atuação de varejo.

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De acordo com a reportagem, a intenção de retorno do HSBC ao Brasil acontece após a entrada do novo presidente-executivo, John Flint, declarar como objetivo de sua gestão o que ele chama de “modo de crescimento” – ou seja, expandir ainda mais o alcance da maior instituição financeira da Europa.

O jornal britânico informou que o HSBC quer aumentar seu banco de investimentos sediado em São Paulo para reconquistar alguns de seus clientes empresariais brasileiros. Entre esses possíveis clientes, muitos são os que deixaram a instituição em 2015, quando o HSBC fechou suas portas no País e vendeu a maior parte de suas operações para o Banco Bradesco por US$ 5,2 bilhões (aproximadamente R$ 20 bilhões).

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Depois da venda para o Bradesco, o HSBC manteve cerca de 80 pessoas no Brasil, para continuar assessorando e financiando clientes empresariais de grande porte. A meta, agora, é elevar o número de pessoas na equipe e chegar a 200 pessoas ou mais, a fim de conquistar clientes menores.

HSBC quer voltar a crescer no Brasil, mas tem política de enxugamento na América Latina há alguns anos

Há alguns anos, HSBC está retirando seus bancos da América Latina
AFP
Há alguns anos, HSBC está retirando seus bancos da América Latina


A decisão de votar ao Brasil foi tomada após a eleição de Jair Bolsonaro para presidente, durante o segundo turno das eleições 2018, que aconteceu em 28 de outubro. Com propostas mais liberais que tem animado o mercado financeiro, como redução o déficit por meio de cortes de gastos públicos, privatizações e a reforma da Previdência, o projeto de governo impulsionou o desejo de uma maior atuação do HSBC no País.

Enquanto planejam a expansão no Brasil, os executivos do banco debatem se devem abandonar mercados menores da América do Sul, como os do Uruguai e do Chile, o que manteria a tendência de enxugamento da instituição financeira na América Latina, que começou há pouco menos de dez anos.

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Antes do fechamento no Brasil, em 2015, o HSBC vendeu suas operações no Uruguai, na Colômbia, Paraguai e Peru ao Banco GNB Sudameris, em 2012. O acordo de venda das operações no Uruguai, no entanto, caíram dois anos depois.

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