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IPCA chegou a 0,45% e já soma 3,81% em 2018; alta nos preços de alimentos e combustíveis foi responsável por 70% do aumento total registrado no mês

Inflação registrada no mês de outubro, de 0,45%,  foi a maior para o período desde 2015
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Inflação registrada no mês de outubro, de 0,45%, foi a maior para o período desde 2015

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do País, chegou a 0,45% em outubro, o maior valor para o mês desde 2015, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (7).

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O valor representa queda frente aos 0,48% de inflação registrados em setembro, mas, apesar desse leve recuo, trata-se da maior taxa para o mês em três anos. Em 2015, a inflação do mês de outubro foi de 0,82%.

No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação brasileira soma 4,56%, contra 4,53% dos 12 meses imediatamente anteriores, mantendo-se dentro da meta do Banco Central, que é de 4,5% para o ano, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Tendo o ano de 2018 como base, a inflação é de 3,81%, índice bem acima do valor notado em 2017, de 2,21% em dez meses. Para a meta anual ser batida, os resultados de novembro e dezembro, sobretudo entre os alimentos e combustíveis, precisam ser positivos para a economia.

Inflação do mês entre alimentos e combustíveis

Tomate foi o alimento que registrou maior inflação no mês de outubro, com 51,27% no País. Em Porto Alegre, índice sobe para 66%
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Tomate foi o alimento que registrou maior inflação no mês de outubro, com 51,27% no País. Em Porto Alegre, índice sobe para 66%

Os preços dos grupos de alimentação e bebidas e os preços relacionados aos transportes subiram 0,59% e 0,92%, respectivamente, em outubro. Segundo o IBGE, esses dois grupos somados responderam por 43% das despesas das famílias e contribuíram em cerca de 70% para a inflação do mês.

Apesar das seguidas quedas dos preços da gasolina nas refinarias , o valor final do consumidor subiu. Os preços dos combustíveis registraram alta de 2,44%. O peso do item na economia brasileira, apesar do índice ser menor em relação ao de setembro, representa aproximadamente um terço da inflação oficial de outubro .

A maior alta foi notada no etanol (4,07%), seguido por óleo diesel (2,45%), gasolina (2,18%) e gás veicular (0,06%). Ainda no grupo de transportes, as passagens aéreas tiveram alta significativa, de 7,49%.

Entre o grupo de alimentos e bebidas, a alta foi puxada pelos custos da alimentação no domicílio (0,91%). Tomate (51,27%), batata-inglesa (13,67%), frango inteiro (1,95%) e carnes (0,57%) são destaques.

Meta de inflação para 2018

Boletim Focus, do Banco Central, aponta inflação abaixo da meta, em 4,40% neste ano
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Boletim Focus, do Banco Central, aponta inflação abaixo da meta, em 4,40% neste ano

A prévia de inflação para o ano, de acordo com analistas, caiu de 4,43% para 4,40%, aponta o  Boletim Focus , o que representa otimismo do mercado, uma vez que este espera um percentual abaixo da meta estipulada pelo Banco Central, de 4,5%. Se o valor ficar entre 3% e 6%, a meta estará cumprida.

taxa Selic (taxa básica de juros da economia), atualmente em 6,5% ao ano, é elevada ou reduzida pelo Banco Central para que a meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) possa ser cumprida.

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Em outubro, a maior inflação do País foi registrada em Porto Alegre (0,72%), influenciada pela alta de 66% nos preços do tomate e de 2,55% da gasolina na capital gaúcha. Em São Paulo, a alta foi de 0,61%. O menor índice entre as capitais, de 0,21%, foi registrado tanto no Recife quanto no Rio de Janeiro.

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