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Em duas décadas, o País terá mais idosos que crianças; segundo o instituto, é estimado que, após 2047, a população do Brasil entre em profundo declínio

A população do Brasil vai continuar em crescimento até atingir 233,2 milhões de pessoas em 2047, diz estudo do IBGE
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A população do Brasil vai continuar em crescimento até atingir 233,2 milhões de pessoas em 2047, diz estudo do IBGE

Hoje, o território brasileiro possui um pouco mais de 208 milhões de habitantes. E, segundo o  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), parece que este País é como coração de mãe: cabe muito mais. De acordo com as estimativas dos pesquisadores, a população do Brasil vai continuar em crescimento até atingir 233,2 milhões de pessoas em 2047.

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De acordo com o IBGE, esse será o pico do nosso crescimento. Afinal, a partir desse ano, a população do Brasil entrará em declínio gradual, chegando a 228,3 milhões em 2060. As estimativas fazem parte da Revisão 2018 da Projeção de População, que estima os padrões de crescimento da população ano a ano, por sexo e idade para os próximos 42 anos.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (25). Ainda segundo eles, antes de 2048, 12 estados brasileiros deverão sofrer redução de sua população, por conta do saldo migratório negativo. São eles Piauí, Bahia, Rio Grande do Sul, Alagoas, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Paraná e Rio Grande do Norte.

Porém, no limite da projeção em 2060, oito estados não terão queda nas suas populações. São eles Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Amapá, Roraima, Amazonas e Acre. Segundo o IBGE, esses estados apresentam saldos migratórios positivos ou têm taxas de fecundidade total mais elevadas.

Idade média da população do Brasil

Em duas décadas, a população do Brasil será composta por mais idosos que crianças, diz o IBGE
Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em duas décadas, a população do Brasil será composta por mais idosos que crianças, diz o IBGE

Atualmente, segundo o IBGE, a  média de idade da população brasileira é 32,6 anos. Porém, mesmo em 2018, os estados da Região Norte, Alagoas e Maranhão têm a média em 30 anos. Isso porque esses estados têm taxas de fecundidade total mais elevadas e se situam mais tardiamente na transição da fecundidade.

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O Acre, por exemplo, tem a menor média (24,9 anos). Ao contrário, os estados das Regiões Sul e Sudeste registram média acima da projetada para o Brasil. O mais envelhecido é o Rio Grande do Sul com 35,9 anos. 

A questão da idade média da população também veio à tona com essa pesquisa divulgada hoje. Afinal, conforme o estudo, em 2060, um quarto da população (25,5%) terá mais de 65 anos. 

Assim, no total, para cada 100 pessoas com idade de trabalhar, que é a faixa compreendida entre 15 e 64 anos, o país teria 67,2 indivíduos acima desta idade ou abaixo de 15 anos.

Hoje, o índice brasileiro indica que o País tem 43,2 crianças de até 14 anos para cada 100 idosos com 65 anos ou mais. Em 2039, a projeção aponta que o indicador vai passar de 100, o que representará mais pessoas idosas que crianças.

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Além disso, a expectativa de vida da população do Brasil nos estados também vai mudar. Com 79,7 anos, Santa Catarina, que, atualmente, tem a maior esperança de vida ao nascer para ambos os sexos, subirá para 84,5 anos em 2060. O Maranhão, com a menor expectativa de vida ao nascer (71,1 anos) em 2018, vai perder a posição para o Piauí que em 2060, terá a taxa de 77 anos.

* Com informações da Agência Brasil.

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