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Reunião está marcada para esta segunda; o primeiro encontro foi realizado na sexta-feira (1º), com a presença de técnicos da Agência Nacional do Petróleo (ANP), logo depois de Pedro Parente pedir demissão da Petrobras

Ministérios discutirão política de amortecimento de preços dos combustíveis com técnicos
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Ministérios discutirão política de amortecimento de preços dos combustíveis com técnicos

O Ministério de Minas e Energia (MME) está estudando a criação de política de amortecimento de preços dos combustíveis para ‘poupar’ o bolso do consumidor brasileiro. Para tanto, técnicos do MME e do Ministério da Fazenda irão discutir alguns pontos possíveis em torno do assunto. Uma reunião já está marcada para esta segunda-feira (4), sendo que o primeiro encontro foi realizado na sexta-feira (1º), com a presença de técnicos da Agência Nacional do Petróleo (ANP),  logo depois de Pedro Parente pedir demissão da Petrobras.

A ideia é criar políticas possíveis para amortecer os preços dos combustíveis derivados do petróleo, como a gasolina, ao consumidor final – principalmente por causa da volatilidade dos preços. Vale lembrar que o acordo firmado entre o governo federal e os caminhoneiros inclui a redução de R$ 0,46 no preço do diesel das bombas. Mas, agora, a intenção é focar nos demais combustíveis.

Para chegar a algumas respostas sobre o tema, alguns especialistas serão convidados para ajudar a construir uma solução que permita tanto a continuidade da prática de preços livres ao produtor e importador quanto o amortecimento dos preços ao consumidor.

“Essa política de proteção terá de preservar a atual prática de preços de mercado para o produtor e o importador, o que é tido pela atual administração como ponto fundamental para a atração dos investimentos para o setor. Traz previsibilidade e segurança”, defende o MME em nota.

Política de preços dos combustíveis na Petrobras

A Petrobras segue uma política de variação do preço dos combustíveis que acompanha a valorização do dólar e o encarecimento do petróleo no mercado internacional desde 2016. A forma de taxar os combustíveis foi alvo de polêmicas durante a greve dos caminhoneiros, mas o governo disse que nem a crise do desabastecimento nem a mudança do CEO da petroleira irá mudar isso.

Em nota, o MME diz que a política de liberdade de preços da Petrobras , assim como das demais empresas de petróleo que atuam no país, "é uma política de governo". “A Petrobras teve e tem total autonomia para definir sua própria política de preços”, destaca.

Nesse sábado (2),  o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, negou que isso será alterado. Inclusive, escreveu em sua página oficial no Twitter que a troca de comando na presidência da Petrobras não alterou a política preços da empresa. Segundo o ministro, a estatal continua com liberdade total para aplicar sua política de preços dos combustíveis, que, atualmente, segue os preços internacionais do barril de petróleo.

Como consumidor sente o impacto dos preços

Como é de se imaginar, o consumidor final sente bastante as flutuações nos preços dos combustíveis. Ontem, por exemplo, a Petrobras aumentou em 2,25% o preço da gasolina em suas refinarias. Desse modo, o litro do combustível ficou quatro centavos mais caro, ao passar de R$ 1,9671 para R$ 2,0113, de acordo com a estatal.

Em um mês, o combustível acumula alta de preço de 11,29%, ou seja, de 20 centavos por litro, já que, em 1º de maio, o combustível era negociado nas refinarias a R$ 1,8072. O preço do diesel, que recuou 30 centavos desde o dia 23 de maio, no ápice da greve dos caminhoneiros, será mantido em R$ 2,0316 por 60 dias.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese) diz, em nota técnica, que a política de preços resultou, entre o final de abril e maio, em 16 reajustes do preço da gasolina e do diesel nas refinarias. Em média, para o consumidor final, os preços dos combustíveis nas bombas subiram (com os impostos federais e estaduais) de R$ 3,40 para R$ 5, no caso do litro de gasolina (crescimento de 47%), e de R$ 2,89 para R$ 4,00, para o litro do óleo diesel (alta de 38,4%). 

*As informações são da Agência Brasil

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