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Motoboys da tradicional lanchonete 389 Burger estão fazendo entregas com animais já que não há combustível para abastecer as motocicletas do serviço

Brasil Econômico

Hamburgueria no Distrito Federal usou a criatividade para não suspender serviço de delivery
Divulgação/Instagram
Hamburgueria no Distrito Federal usou a criatividade para não suspender serviço de delivery

A greve dos caminhoneiros  chegou ao quinto dia consecutivo nesta sexta-feira (25) e enquanto aeroportos, ambulâncias, viaturas policiais e ônibus municipais sofrem com o desabastecimento, uma tradicional hamburgueria em Planaltina, no Distrito Federal, usou a criatividade para não interromper o seu serviço de delivery . Sem gasolina para colocar nas motos que fazem as entregas, a 389 Burger decidiu inovar e passou a fazer parte das entregas à cavalo .

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Localizada numa região famosa pelas cavalgadas, a ideia de usar os animais para fazer as entregas começou como uma brincadeira do sócio Aquiles França, mas outro dono do estabelecimento, Júnior Tadayoshi, achou que seria uma boa ação de marketing.  Foi então que "liguei para um amigo que tem um haras aqui perto e ele me disponibilizou dois cavalos e dois cavaleiros", conta Tadayoshi.

A partir daí, Rolex da Terra Vermelha e Tornado, como são chamados os animais, passaram a integrar a equipe de delivery da hamburgueria que atende entre 40 e 50 pedidos por dia nessa modalidade. Na noite de ontem, primeiro dia da novidade, foram 42 entregas realizadas, das quais 20, foram feita à cavalo. 


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O sócio também conta que, para evitar atrasos, o tempo de espera que geralmente é de 40 minutos foi elevado para uma hora. Segundo ele, porém, esse não foi um problema para os clientes já que "muita gente começou a ligar pedindo para que as entregas fossem feitas à cavalo, mas nós não tínhamos condição de atender todo mundo, então mandamos apenas para as entregas mais próximas", afirmou.

Para decepção de muitos, porém, a novidade que foi batizada de " cavaloboy " não vai ser implementada definitivamente porque "a logística fica difícil, além de ser perigoso para os animais e para os condutores por causa do trânsito e da pista." Mas Tadayoshi deixou um fiozinho de esperança para os mais entusiasmados com a nova modalidade de delivery : "aqui na cidade já não tem combustível desde ontem, então se não tiver outro jeito, a partir de amanhã vai ter que ser tudo assim", encerrou.

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