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Novo presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social disse que instituição passará a tratar consumidores com rapidez e eficiência

Dyogo Oliveira deixou Ministério do Planejamento para assumir presidência do BNDES nesta segunda-feira (9)
Marcos Corrêa/PR
Dyogo Oliveira deixou Ministério do Planejamento para assumir presidência do BNDES nesta segunda-feira (9)

O ex-ministro do Planejamento Dyogo Oliveira assumiu a presidência do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesta segunda-feira (9). Durante a posse, ele destacou os resultados obtidos com as reformas econômicas promovidas pelo governo e disse que é preciso reinventar a instituição financeira, dando mais corpo e velocidade às mudanças feitas últimas duas gestões.

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"Vamos reinventar o BNDES , para que continue a ser o que sempre foi, o maior promotor do desenvolvimento do Brasil", disse Oliveira. Segundo o novo presidente, o banco tratará quem bate à sua porta não como beneficiário, mas, sim, como cliente, que "merece ser recebido e atendido com rapidez e eficiência".

Para Oliveira, o banco precisa atuar em áreas nas quais não existem recursos de financiamentos disponíveis. Ele ressaltou que a instituição deve agir como um parceiro no mercado, e não como um competidor. "Na era do juro baixo, o BNDES será diferente. Não será nem maior, nem menor. Será diferente, será mais importante", afirmou.

Durante a cerimônia de posse na sede do banco, no Rio de Janeiro, Oliveira agradeceu Michel Temer pela confiança de colocá-lo no cargo. O ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo, e os interinos da Fazenda, Eduardo Guardia, do Planejamento, Esteves Colnago, do Esporte, Fernando Avelino, e do Trabalho, Helton Yomura. O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles também assistiu à cerimônia, assim como o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e o senador Romero Jucá.

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Quem deixou a presidência para a entrada de Oliveira foi Paulo Rabello de Castro. O economista disse que o banco vive "um novo tempo" após ter enfrentado a falta de apoio da opinião pública, acusações e duas comissões parlamentares de inquérito (CPIs) em 2017. Ele também fez questão de ressaltar a importância da instituição financeira.

"Repito, sem preocupação de errar, que ao BNDES se deve tudo que de bom, mais produtivo e sustentável ocorreu na trajetória do nosso progresso social nos últimos 60 anos", afirmou Rabello. Ele pediu que a diretoria recepcione com "fé e entusiasmo" o novo presidente.

Em participação na cerimônia, o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o crescimento da demanda por bens de capital por parte das empresas, e por bens duráveis por parte das famílias, sinaliza mais confiança na economia brasileira. "Vivemos agora um ciclo longo de crescimento, em vez de um ciclo como o do passado que era criado por bolhas de consumo", opinou Meirelles.

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Rabello de Castro e Henrique Meirelles deixaram seus respectivos cargos no BNDES e na Fazenda última semana para cumprir o prazo de desincompatibilização (seis meses) necessário para disputar as eleições que aconteceu em outubro.

*Com informações da Agência Brasil

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