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Queda mais significativa aconteceu em Salvador, onde valor da cesta básica teve redução de 4,07%; Rio de Janeiro agora tem preço médio mais caro

Maior alta da cesta básica foi registrada em Campo Grande, onde o valor médio subiu cerca de 2,60%
Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil
Maior alta da cesta básica foi registrada em Campo Grande, onde o valor médio subiu cerca de 2,60%

A cesta básica apresentou queda no preço em 12 capitais no mês de março, segundo informações divulgadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As principais reduções aconteceram em Salvador (-4,07%), Recife (-3,82%) e Belém (-3,24%).

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Apesar disso, algumas cidades tiveram acréscimo no conjunto de alimentos essenciais. As maiores elevações foram registradas em Campo Grande (2,60%) e Curitiba (2,22%). No mês, a cesta básica mais cara foi a do Rio de Janeiro, com preço de R$ 441,19, seguida por São Paulo, que tem o valor de R$ 437,84, Porto Alegre, com R$ 434,70 pelos itens básicos, e Florianópolis, onde o preço é de R$ 426,79.

A cidade de Salvador, além de ter apresentado a maior queda percentual, agora tem tamém o menor preço de todas as capitais pesquisadas. Por lá, a cesta custou R$ 322,88 no mês de março. Na sequência vem Aracaju, com uma cesta no valor de R$ 339,77. 

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No período de 12 meses encerrado em março, os preços médios apresentaram redução em 16 cidades, sendo Salvador o destaque mais uma vez, com queda de 7,66%. Goiânia (-7,18%) e Belém (-6,89%) ficam com a segunda e a terceira posição, respectivamente. As altas mais expressivas ocorreram em Curitiba (3,11%) e Rio de Janeiro (2,29%).

Já no período acumulado deste ano, 18 municípios pesquisados tiveram aumento, com destaque para Curitiba (7,12%), Vitória (6,59%) e Brasília (6,54%). As reduções aconteceram em Goiânia e Aracaju, com taxas iguais de -0,07%.

Qual deveria ser o valor do salário?

Tomando como base a cesta mais cara do mês – no caso, a do Rio de Janeiro – e levando em conta a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

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No último mês, o salário mínimo necessário para compra da cesta básica e manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.706,44, ou seja, 3,89 vezes o salário mínimo nacional, de R$ 954,00. Em fevereiro, o salário mínimo ideal era de R$ 3.682,67, ou 3,86 vezes o piso mínimo. Em março de 2017, o mínimo necessário foi estimado em R$ 3.673,09, ou 3,92 vezes o piso mínimo de R$ 937,00.

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