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Entrar no rotativo do cartão de crédito custa caro ao consumidor, que pode pagar mais de 170% ao ano em taxas, segundo economista-chefe do SPC

Maior parte dos gastos com cartão de crédito em fevereiro foi direcionada às compras de alimentos em supermercados
Marcos Santos/USP Imagens
Maior parte dos gastos com cartão de crédito em fevereiro foi direcionada às compras de alimentos em supermercados

A cada quatro usuários de cartão de crédito no Brasil, um entrou no rotativo em fevereiro. Isso representa cerca de 24% do total, sendo que 10% pagaram um valor entre o mínimo e o total. As informações foram divulgadas pelo Indicador de Uso do Crédito apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) nesta quinta-feira (5).

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Além disso, a pesquisa ainda investigou o uso de outras modalidades de além do cartão de crédito , pré-aprovadas ou não, e constatou que quatro em cada dez consumidores (41%) utilizaram alguma delas: o crediário foi mencionado por 9%, o cheque especial por 6%, os empréstimos por 6% e os financiamentos por 3%.

De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, atrasos no rotativo  custam muito caro e o consumidor precisa ter consciência disso. “O pagamento do mínimo não é algo com que se deve contar, sob pena de ver a dívida crescer muito rápido. Mesmo que se apliquem as novas regras do cartão de crédito, que determinam que os atrasos devem ficar no máximo 30 dias no rotativo, a opção de parcelamento da fatura também envolve altas taxas, que chegam a mais de 170% ao ano, na média”, alerta.

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Ainda segundo o levantamento, cerca de 20% dos brasileiros tiveram crédito negado em fevereiro ao tentarem parcelar uma compra em estabelecimentos comerciais ou contratar serviços a prazo. A inadimplência (9%) e a falta de comprovação ou insuficiente de renda (5%) foram as principais razões para a negativa.

“O acesso ao crédito é um fator de inclusão no mercado de consumo, mas que requer bastante cuidado. O consumidor que tem acesso ao crédito consegue antecipar o consumo de bens que, de outro modo, só seriam conquistados depois de um tempo de poupança. Mas muitos consumidores acabam se perdendo no atalho do crédito e comprometendo a própria vida financeira”, afirma a economista. O Indicador de Uso do Crédito que varia de zero a 100, marcou 26,2 pontos, sendo que quanto mais alto, maior a utilização de modalidades de crédito.

Gasto com alimentos

Os alimentos comprados no supermercado lideram a lista de uso do cartão, tendo sido citados por 64% dos consumidores. Em seguida, vieram os remédios (43%), as roupas, calçados e acessórios (33%) e o combustível (32%).

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Segundo a sondagem, entre os que usaram cartão de crédito em fevereiro, 39% aumentaram o valor da fatura com relação ao mês anterior, enquanto 19% notaram redução e 36% tiveram manutenção do valor anterior. Questionados sobre o gasto total da fatura, o valor médio foi de R$ 928,28.

*Com informações da Agência Brasil

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