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Após 46 semanas de estabilidade, estimativa para a inflação de 2019 também obteve queda ao passar do centro da meta de 4,25% para 4,24%

Brasil Econômico

Expectativa para o Produto Interno Bruto de 2018 obeteve crescimento de 0,1 ponto percentual e chega a 2,90%
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Expectativa para o Produto Interno Bruto de 2018 obeteve crescimento de 0,1 ponto percentual e chega a 2,90%

A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,73% para 3,70% no boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central (BC). A queda mantém o histórico de retração registrado, uma vez que é a quinta redução seguida feita pelo mercado financeiro.

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A projeção desta semana se manteve abaixo do centro da meta, de 4,5%, e do teto, de 6%, e continua acima do limite inferior, de 3%. A estimativa para a inflação de 2019 do BC também obteve queda, passando do centro da meta, de 4,25%, para 4,24%. O tímido declínio de 0,1 ponto percentual (p.p) interrompeu as 46 semanas seguidas de estabilidade projetadas.

PIB e Selic

Pela terceira vez consecutiva, o mercado financeiro aumentou as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto ( PIB ), passando de 2,89% para 2,90%. Para 2019, por outro lado, a projeção da soma de todos os bens e serviços produzidos no País foi mantida em 3% pela quinta semana seguida.

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Já a taxa básica de juros, mais conhecida como  Selic  , atualmente está em 6,75% ao ano e corresponde ao menor nível já registrado na história do BC, e a intenção do Comitê de Política Monetária (Copom) é manter esse percentual até o final do ano. Enquanto que, para 2019, o Copom tem a intenção de que no próximo ano, o marcador suba gradualmente até chegar em 8% ao ano.

Vale destacar que, quando a Selic aumenta, o objetivo do Copom é conter a demanda aquecida, o que gera reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam que mais dinheiro fique contido na poupança do consumidor.

Agora, quando o BC opta por diminuir o índice dos juros básicos, a ideia da instituição é fazer com que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

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*Com informações da Agência Brasil

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