Tamanho do texto

Thomas Lee disse que detectou o que pode ser um padrão no mercado do bitcoin; recuperações da moeda demorariam 1,7 vezes a duração do declínio

Brasil Econômico

No começo de fevereiro a cotação do bitcoin chegou pela primeira vez no ano a uma marca inferior aos US$ 6 mil
shutterstock
No começo de fevereiro a cotação do bitcoin chegou pela primeira vez no ano a uma marca inferior aos US$ 6 mil

Especialista afirma que o bitcoin deve ter o valor duplicado em seis meses, recuperando as surpreendentes altas alcançadas pela moeda. Para quem não está lembrado, em dezembro do ano passado, o valor da criptomoeda chegou a aproximadamente US$ 20 mil, o que equivalia, na época, a cerca de R$ 65 mil. A marca recorde foi registrada após uma sequência de altas que acumuladas somaram 1.300%, antes de mergulhar na queda de 70%.

Leia também: Black Mirror cria site para "revelar" quando seu atual relacionamento terminará

Em entrevista ao portal internacional Metro , Thomas Lee, sócio-gerente da empresa de pesquisa financeira Fundstrat Global Advisors, revelou que detectou pistas do que pode ser um padrão no volátil comportamento do bitcoin  , após a análise de 22 correções da moeda digital desde 2010.

“As recuperações do bitcoin demoram 1,7 vezes a duração do declínio. Ou seja, em julho de 2018, daqui mais ou menos 85 dias, a moeda terá recuperado as altas anteriores”, afirmou Lee.

Leia também: Acha o bitcoin muito caro? Então, conheça outras criptomoedas para investir

Abaixo dos US$ 6 mil

Embora Thomas Lee fale sobre uma intensa recuperação da moeda, no começo deste mês, a cotação chegou pela primeira vez no ano a uma marca inferior aos US$ 6 mil – perto dos R$ 19 mil, no câmbio do dia 5 de fevereiro.

A explicação para a queda brusca é o aumento do interesse de alguns países em regulamentar a criptomoeda, fazendo com que muitos investidores fiquem com o ‘pé atrás’ na hora de comprar bitcoin, já que uma política regulamentadora pode implicar no rompimento do sistema  Peer- to -peer  (P2P), ou seja, pode acarretar um intermediário entre as operações, que, nas transações tradicionais, são os bancos.

Leia também: Conheça o Warren, o aplicativo que te ajuda a ganhar dinheiro investindo pouco

De acordo com o portal inglês de notícias  The Guardian , o fato de países como China, índia, Coreia do Sul e Estados Unidos se mostrarem interessadas em regulamentar o bitcoin é uma resposta frente a ameaça à estabilidade financeira tradicional, que pode ser impactada com um cenário em que muitas moedas digitais estejam conectadas e dispensem os serviços das instituições financeiras.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.