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Paciente teve paralisia permanente no lábio inferior depois de ter extraído um dente no Centro Odontológico do Povo, em Cuiabá, no Mato Grosso

Dormência na boca de paciente que durava semanas foi tratada como algo normal pelo centro odontológico
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Dormência na boca de paciente que durava semanas foi tratada como algo normal pelo centro odontológico

O Centro Odontológico do Povo, em Cuiabá, no Mato Grosso, foi condenado a pagar indenização de R$ 20 mil a um paciente que teve paralisia permanente no lábio após extrair um dente no local. A decisão foi tomada pelos desembargadores da Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado.

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A princípio, havia sido determinado o pagamento de R$ 10 mil como indenização por danos morais. No entanto, após análise feita pelos desembargadores, ficou decidido que seria justo dobrar os valores, assim chegando a R$ 20 mil.

Para o relator do caso, Rubens de Oliveira Santos Filho, o valor definido no juízo de primeiro grau não era suficiente para a reparação dos danos causados ao cliente do centro odontológico. “Sem dúvida nenhuma a perda irreversível da sensibilidade no lábio e queixo altera a fisiologia da pessoa, refletindo no seu bem-estar e harmonia facial, o que enseja a indenização por danos morais ”, afirmou o desembargador.

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De acordo com Santos Filho, a empresa deve suportar as consequências de sua contuda, para que, dessa forma, seja desencorajada a repetir o ato no futuro. Ele prosseguiu dizendo que o autor da ação deveria ser recompensado pelo constrangimento e pela dor que sofreu.

Segundo as informações que constam no processo, o paciente continuou sentindo dormência na boca depois de ter retirado um dente localizado na parte inferior. Essa dormência continuou por semanas, motivando-o a procurar o centro odontológico para obter informações sobre a situação. O paciente, no entanto, sempre foi tranquilizado com a afirmação de que "tudo estava transcorrendo normalmente".

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Ainda segundo o relatório, apesar das informações passadas pela empresa , o procedimento causou danos permanentes, que limitam as movimentações bucais do paciente. O documento também diz que, em decorrência disso, o cliente sofre constrangimentos ao falar ou se alimentar. Fora a indenização, o consumidor também ganhou na Justiça o direito a receber da empresa os valores referentes ao tratamento de reabilitação.

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