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Com base na cesta básica mais cara do País, Dieese estipulou que o salário mínimo para uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.585,05

Apesar da queda no acumulado, valor da cesta básica aumentou em 14 cidades no mês de dezembro
Agência Brasil/EBC
Apesar da queda no acumulado, valor da cesta básica aumentou em 14 cidades no mês de dezembro

Os alimentos que fazem parte da cesta básica registraram queda nas 21 capitais brasileiras estudadas mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em 2017. As quedas variaram entre 13,16%, em Belém, e 2,76%, em Aracaju. As únicas capatais que não foram incluídas no levantamento e, portanto, não há dados sobre o valor da cesta foram Boa Vista, Macapá, Palmas, Porto Velho, Rio Branco  e Teresina. 

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Apesar disso, o valor da cesta básica aumentou em 14 cidades no mês de dezembro. As altas mais expressivas foram verificadas nas capitais de Recife (1,31%), João Pessoa (1,42%) e Rio de Janeiro (2,78%).

As quedas no mês foram registradas em outras sete capitais, com destaque para Porto Alegre (-3,92%), Curitiba (-1,66%) e Vitória (-0,71%). Mesmo com a redução, Porto Alegre teve o maior custo do conjunto de bens alimentícios básicos, com o valor de R$ 426,74.  Na sequência vêm São Paulo (R$ 424,36), Rio de Janeiro (418,71) e Florianópolis (R$ 418,61). Salvador foi a capital que registrou o menor valor médio da cesta, com o preço de R$ 316,65. João Pessoa (329,52) e Natal (R$ 331,18) vêm em seguida.

Salário mínimo ideal

Tomando como base o custo da cesta mais cara, que em dezembro de 2017 foi a de Porto Alegre, o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.585,05, ou 3,83 vezes o mínimo de R$ 937,00, segundo o Dieese.

No mês de novembro, o mínimo necessário seria ainda maior, de R$ 3.731,39 – ou 3,98 vezes o piso vigente. Em dezembro de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.856,23, ou 4,38 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880,00.

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Preços

Considerando o período acumulado de 2017, o preço médio do açúcar, feijão, arroz agulhinha, leite, carne bovina de primeira e batata apresentou queda na maior parte das cidades pesquisadas na comparação com 2016. Já a manteiga e o café em pó tiveram taxas positivas na maioria das capitais.

Foi registrada uma queda no preço do açúcar em todas as capitais em 2017, com variações entre -40,71% em Goiânia e -16,08% em Brasília. Ao longo do ano, o custo do produto no varejo mostrou tendência de queda, por conta da retração do preço internacional e da oferta de cana, suficiente para cobrir a procura.

Também houve queda no feijão em todas as cidades. As diminuições no valor do feijão preto variaram entre -39,65% em Curitiba e -32,78% no Rio de Janeiro. As quedas foram ainda mais expressivas para o tipo carioquinha, com destaque para Salvador (-51,98%), Brasília (-51,64%) e Fortaleza (-51,14%).

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O valor do quilo da carne bovina de primeira caiu em 19 capitais, com taxas que oscilaram entre -18,03% em Maceió, e -0,43% em Salvador, também influenciando no preço da cesta básica. As altas foram verificadas em São Luís (0,68%) e São Paulo (3,46%).

*Com informações da Agência Brasil

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