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Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, redução da taxa de juros e do endividamento contribuem para a revisão das estimativas oficiais

Brasil Econômico

Para Henrique Meirelles, projeção de alta do PIB em 2018 é
Gustavo Raniere/MF - 9.11.17
Para Henrique Meirelles, projeção de alta do PIB em 2018 é "bastante conservadora, bastante sólida"

O Ministério da Fazenda aumentou nesta quinta-feira a projeção para o crescimento da economia para este ano e o próximo. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil, passou de 0,5% para 1,1%, em 2017. Para 2018, a expectativoa de alta passou de 2% para 3%. O anúncio foi realizado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

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Segundo ele, a redução do endividamento de empresas e famílias contribuiu para a revisão de crescimento do PIB . Meirelles também destacou que as taxas de juros reais, isto é, descontadas da inflação, estão mais baixas, o que permite um crescimento maior da economia este ano. O ministro afirmou, ainda, para 2018, trata-se de uma "projeção bastante conservadora, bastante sólida".

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Ele acrescentou que, nos últimos meses, houve melhora na confiança e expectativa de inflação controlada, o que contribu para um crescimento do consumo e do investimento. Segundo Meirelles, as projeções são baseadas nas condições do "momento da economia". "Não podem ser posições conservadoras em excesso ou otimistas em excesso", afirmou.

Assim como o governo, o mercado também fez revisões mais otimistas sobre o crescimento da economia em 2017, ainda que em menor proporção. A projeção do PIB para 2017 passou de 0,89% para 0,91%, segundo instituições financeiras consultadas pelo boletim Focus, publicação divulgada pelo Banco Central. Para o próximo ano, a projeção de alta passou de 2,60% para 2,62%.

No acumulado para os nove meses de 2017, o PIB acumula crescimento de 0,6% em relação ao mesmo período de 2016. Durante a divulgação dos novos números, Meirelles também foi questionado quanto à expectativa de votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

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"Vamos trabalhar para ser aprovada semana que vem. Se, por ventura, não for possível, então esperamos que seja aprovada em fevereiro, março, no máximo", afirmou, após comentar a nova projeção do PIB. Na quarta-feira (13), o senador Romero Jucá (PMDB-RR) havia afirmado que a votação ficaria para 2018 . No entanto, o Palácio do Planalto disse esperar que a pauta passe pela Casa ainda este ano.

* Com informações da Agência Brasil.

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