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Goldfajn avalia que as criptomoedas têm duas finalidades: comprar para depois vender, e a segunda é utilizá-las de instrumento para atividade ilícita

Brasil Econômico

Em novembro, Banco Central emitiu um comunicado sobre o risco das moedas digitais
Agência Brasil
Em novembro, Banco Central emitiu um comunicado sobre o risco das moedas digitais

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, afirmou, nesta quarta-feira (13), que as moedas digitais como o bitcoin podem estar sob o efeito da bolha no mercado. Em entrevista coletiva, ele defendeu que, por não existir um lastro ou alguém que regule as criptomoedas, elas são um risco.

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Segundo Goldfajn, as moedas digitais atualmente têm duas funcionalidades. A primeira delas é comprar para depois vender com a alta, enquanto a segunda é utilizá-las de instrumento para atividade ilícita.

Outros avisos

Diante do crescente interesse dos agentes econômicos sobre as moedas alternativas, o Banco Central emitiu em novembro um comunicado sobre o risco das criptomoedas. Entre os argumentos utilizados pela instituição está o fato de as moedas digitais não possuem garantia de qualquer autoridade monetária.

O BC explica também que as criptomoedas podem não ter a garantia de conversão para moedas tradicionais, como, por exemplo, a libra esterlina, e “tampouco são lastreadas em ativo real de qualquer espécie, ficando todo o risco com os detentores”. “Seu valor decorre exclusivamente da confiança conferida pelos indivíduos ao seu emissor”, aponta o comunicado.

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Bitcoin

Desde o fim de outubro, o bitcoin vem apresentando uma valorização recorde, que para os analistas representa uma “nova bolha” no mercado financeiro. No início deste ano, a criptomoeda era negociada entre US$ 800 e US$ 1 mil.

No dia 29 de novembro a cotação do bitcoin fez com que a moeda superasse os US$ 11 mil. A quebra do recorde, de acordo com a agência EFE, o valor bateu a marca poucas horas depois te ter alcançado os US$ 10 mil. Na última segunda-feira (11), a moeda digital estreou na bolsa de Chicago e bateu o recorde de US$ 18.850.

Na análise do vice-governador para a Estabilidade Financeira do Banco da Inglaterra, Jon Cunliffe, uma eventual queda da cotação do bitcoin representaria um risco leve para a economia global enquanto que para as pessoas físicas que investiram nela e em outras moedas digitais o perigo é grande.

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*Com informações da Agência Brasil

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