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Filho teria sido barrado ao tentar entrar em uma loja para comprar chinelo; seguranças alegaram que crianças não podem circular sozinhas no local

Brasil Econômico

Mãe pediu para que filho entrasse sozinho para comprar chinelo pois estava com outras duas crianças
Reprodução/Facebook
Mãe pediu para que filho entrasse sozinho para comprar chinelo pois estava com outras duas crianças

O Parque Shopping Maia, em Guarulhos, foi acusado de discriminação por uma consumidora na última terça-feira (12). Em dois vídeos que circulam na internet, a mulher diz que seu filho foi impedido de entrar no estabelecimento.

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A situação chamou a atenção dos usuários do Facebook. Os vídeos que mostram a discriminação do shopping já tiveram mais de 200 mil compartilhamentos e geraram cerca de 16 mil reações na rede social. Além disso, mais de 10 mil pessoas comentaram o caso.

Segundo o que é possível perceber no vídeo, o filho teria sido barrado ao tentar entrar em uma loja para comprar um chinelo. A mãe diz que não entrou com o garoto pois estava com os outros dois filhos, então pediu para que ele escolhesse o produto sozinho e efetuasse a compra. De acordo com o que os seguranças dizem na filmagem, crianças não podem circular sozinhas pelo estabelecimento. 

"É por causa da roupa dos meus filhos. É só por causa dessas condições, porque meu filho não está com um tênis bom, com uma roupa boa. Não vou nem entrar mais nesse shopping", diz a mulher em um dos vídeos. 


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Depois de deixar o shopping , a mulher procurou a delegacia da cidade para registrar o caso. 

Outros casos

Não é a primeira vez no ano em que um shopping é acusado de preconceito . Em junho, o jornalista e artista plástico Enio Squeff acusou o Shopping Pátio Higienópolis de cometer o crime contra seu filho de apenas sete anos. Ao pararem para tomar um chá, Squeff foi questionado por uma segurança se "a criança o estaria incomodando".

Assustado, o consumidor questionou à segurança – também negra – a razão de seu questionamento. A resposta foi que havia ordens para que não deixassem crianças não deixar crianças pedintes importunarem os clientes. “Ela achou que meu filho era pedinte porque ele é negro, não tem outra explicação”, disse.

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O jornalista preferiu não procurar a ouvidoria do estabelecimento para evitar que a agente de segurança fosse demitida, pois considerou que ela estivesse apenas incorporando a discriminação racial de seus patrões. Na época, o shopping respondeu apenas que "todos os frequentadores são sempre bem-vindos, sem qualquer distinção”.

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