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Para o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, texto avançará ainda este ano; segundo ele, deputados compreenderam a necessidade da reforma

Brasil Econômico

O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, disse estar confiante em relação ao andamento da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Para ele, o texto deverá avançar ainda este ano por conta de sua importância para as contas públicas. Segundo o ministro, o projeto visa diminuir discrepâncias no pagamento de benefícios com a finalidade de reduzir o deficit. 

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"Há um foco de redução de privilégios, de exageros. Estou muito mais otimista do que nove meses atrás. A adesão a reforma vai crescer. Acredito na aprovação neste ano", disse Oliveira, quando perguntado sobre a tramitação da reforma da Previdência . "Vejo hoje, nas conversas com parlamentares, que há uma compreensão da necessidade da reforma. Com as alterações que foram feitas, os principais pontos críticos foram retirados".

Para Dyogo Oliveira, reforma da Previdência será aprovada pela Câmara dos Deputados ainda este ano
Helano Stuckert/Ministério do Planejamento - 22.11.17
Para Dyogo Oliveira, reforma da Previdência será aprovada pela Câmara dos Deputados ainda este ano

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Entre as questões polêmicas citadas pelo ministro, estão as alterações na aposentadoria rural, no benefício de prestação continuada e nos 25 anos de contribuição obrigatória para se aposentar. Para Oliveira, o pacote de reforma que atualmente está em discussão no Congresso é "palatável do ponto de vista político".

Nesta quarta-feira (6), o presidente Michel Temer reuniu 19 ministros, mais deputados e senadores da base aliada e líderes de partido. Realizada no Palácio do Alvorada, a reunião para discutir a reforma contou com mais de 47 presentes. Para o ministro do Planejamento, que participou do jantar, a discussão foi "positiva", apesar de considerar o processo político "complexo".

"Evidentemente, não se teve possibilidade de definir claramente a agenda. As avaliações vão prosseguir até que haja clareza", disse. Ele afirmou, ainda, que o calendário de votação é uma decisão da própria Câmara. "Há engajamento do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, dos líderes", destacou. Segundo o ministro, caso a reforma não seja aprovada, a dívida pública estará em torno de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021.

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"Com a reforma, se estabiliza em 80% do PIB", afirmou. Segundo ele, a aprovação da reforma da Previdência irá contribuir com o crescimento da economia e a queda dos juros. "É preciso ter clareza que a melhora do ambiente econômico está intimamente ligada à agenda de reformas”, afirmou.

* Com informações da Agência Brasil.

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