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Se as expectativas das instituições financeiras forem atendidas, a taxa básica de juros chegará a menor marca da história e sofrer o décimo corte seguido

Brasil Econômico

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) volta a se reunir, nesta quarta-feira (6), com a expectativa de reduzir a taxa básica de juros do País, a Selic. A primeira etapa da reunião – última do ano – aconteceu na terça-feira (5).

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Entre os meses de outubro de 2012 até abril de 2013, a Selic foi mantida em 7,25% ao ano
Marcos Santos/USP Imagens
Entre os meses de outubro de 2012 até abril de 2013, a Selic foi mantida em 7,25% ao ano

Caso as expectativas sejam atendidas, a taxa básica de juros poderá chegar à menor marca da história e ser o décimo corte seguido. As instituições financeiras esperam que com a inflação mais baixa, a Selic retraia de 7,5% para 7% ao ano. A diretoria do BC pretende divulgar a decisão da reunião ainda nesta quarta-feira por volta das 18h20.

Vale destacar que em outubro, o Copom reduziu, por unanimidade, de 8,25% ao ano para 7,5%. A retração de 0,75 ponto percentual (p.p) fez com que a taxa de juros se igualasse ao nível obtido em maio de 2013.

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Para recapitular

Entre os meses de outubro de 2012 até abril de 2013, a Selic foi mantida em 7,25% ao ano, que é o menor nível da história. Deste ponto em diante, a taxa sofreu reajustes graduais até chegar à marca de 14,25% ao ano em julho de 2015. A redução dos juros básicos da economia apenas voltou a acontecer há um ano, em outubro de 2016.

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Projeção

Com base na medição feita pelo índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o mercado financeiro espera que a inflação termine este ano em 3,03%, que é 0,3 p.p inferior à projeção anterior de 3,06%, e consequentemente mais próximo do piso da meta de 3%. Já para o ano que vem, a previsão é de que a inflação fique em 4,02%, o que é abaixo do centro da meta de 4,5%.

Vale destacar que a taxa básica de juros é utilizada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia nacional.

*Com informações da Agência Brasil

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