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Segundo Juarez Quadros, presidente da Anatel, China Mobile e outras companhias acenaram com a possibilidade de conceder aporte à operadora

Em processo de recuperação judicial, Oi acumula dívidas que superam R$ 65 bilhões
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Em processo de recuperação judicial, Oi acumula dívidas que superam R$ 65 bilhões

A empresa de telefonia China Mobile manifestou interesse em investir na Oi, afirmou nesta quarta-feira (29) o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros. A companhia chinesa é a maior do mundo no setor em número de assinantes, com mais de 900 milhões de linhas ativas.

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Apesar de ter destacado o interesse da gigante da telefonia, Quadros afirmou que outras companhias chinesas também mostraram disposição em investir na Oi , que passa por um tumultuado processo de recuperação judicial. “Achamos que esse é um sinal de que a empresa tem valor, quando tem grandes interessados em entrar”, disse o presidente da Anatel.

Em setembro, a China Mobile abriu sua primeira filial no Brasil, na cidade de São Paulo. O possível interesse da companhia vem a público pouco tempo depois de outra gigante chinesa das comunicações, a China Telecom, ter acenado com a possibilidade de compra da operadora brasileira por R$ 20 bilhões. O Banco de Desenvolvimento da China (BDC), um dos 55 mil credores da operadora, também teria acenado com a possibilidade de aporte financeiro na empresa, que soma dívidas de cerca de R$ 65 bilhões.

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Proibições

Na última segunda-feira (28), a Anatel determinou a suspensão da celebração de qualquer acordo da companhia com credores referente ao Plano de Recuperação Judicial da empresa. A decisão foi tomada após a empresa protocolar na agência reguladora o contrato de suporte ao plano recuperação judicial.

Para a Anatel, a proposta de contrato de suporte apresentada pelos controladores da operadora , mesmo com ajustes, mantém “potencial ruinoso aos interesses da companhia e da coletividade”. A agência já havia determinado a suspensão da assinatura do contrato de suporte no início do mês, até que concluísse a análise do documento. A versão ajustada, porém, não foi bem recebida pelos principais credores e a assinatura foi novamente negada.

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"O descumprimento das determinações ensejará a aplicação das sanções cabíveis à operadora e, se for o caso, também aos membros do conselho de administração e aos diretores signatários de qualquer contrato de suporte ao Plano de Recuperação Judicial ou documento similar", determinou a Anatel sobre o caso da Oi.

*Com informações da Agência Brasil

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